Mello: 'Via da revisão criminal é muito estreita'
Compartilhe
2049 visitas - Fonte: Brasil 247
Ministro do Supremo Tribunal Federal afirma ser "muito difícil" para que os advogados encontrem uma via para pedir a revisão criminal da Ação Penal 470; "seria preciso que houvesse decisão claramente contrária à prova dos autos. Ou provas e depoimentos falsos", diz ele; reportagem publicada ontem pelo portal Consultor Jurídico mostra que defesa dos réus conta com o recurso para tentar absolvição; "Num órgão colegiado, o risco existe. Agora mesmo se deu o dito pelo não dito [em relação à imputação de quadrilha]. Mas a via da revisão criminal é muito estreita", conclui Marco Aurélio Mello
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), vê como pequena a possibilidade de ainda haver mudança na decisão da Corte sobre a Ação Penal 470. Foi o que demonstrou, quando questionado sobre a "revisão criminal" pelo blog do Josias, do portal Uol.
Para Mello, que votou pela existência de quadrilha na sessão da última quinta-feira, porém com penas mais baixas para o crime, será "muito difícil" para os advogados dos réus encontrarem um caminho para apresentar o recurso. A via "é estreita", analisou.
"Num órgão colegiado, o risco existe. Agora mesmo se deu o dito pelo não dito [em relação à imputação de quadrilha]. Mas a via da revisão criminal é muito estreita", declarou Marco Aurélio Mello.
"Seria preciso", segundo o ministro, "que houvesse decisão claramente contrária à prova dos autos. Ou provas e depoimentos falsos". Ele acrescenta que "para a defesa, é muito difícil. Em cada cem revisões, se tivermos 5% de procedência é muito".
Caso seja protocolado, um pedido de revisão criminal tramitaria com uma nova ação, conforme explicou Mello. "É como se fosse uma ação rescisória, só que não há prazo para o ajuizamento. E só a defesa pode entrar, o Ministério Público não pode", diz.
E isso ela quer. Reportagem publicada nesta segunda-feira 3 pelo portal Consultor Jurídico, e reproduzida pelo 247, traz a opinião de alguns advogados, como a de Alberto Zacharias Toron, que defende o ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP).
Ele acredita que o reconhecimento pelo presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, sobre o agravamento artificial das penas por quadrilha, com o objetivo de que o crime não prescrevesse ou que os réus fossem para o regime fechado, pode ter um peso daqui para frente.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
