PMDB enfrenta PT, convoca bancada e ameaça romper
Compartilhe
2020 visitas - Fonte: Brasil 247
Ganham novos capítulos a crise na aliança entre PMDB e PT; no carnaval, houve troca de críticas entre peemedebistas e o presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, que foi até tachado de "vagabundo"; líder na Câmara do partido do vice-presidente Michel Temer, deputado Eduardo Cunha (RJ) ressaltou ontem no Twitter necessidade de "repensar esta aliança, porque não somos respeitados pelo PT"; e convoca bancada para a próxima terça-feira 11; hoje, diminuiu hipótese de rompimento: "Quando falei em repensar, não falei ainda em romper, e sim em rediscutir"; presidente Dilma Rousseff recebe o ex-presidente Lula hoje em Brasília; um dos temas: a crise com o PMDB
A crise na aliança entre PMDB e PT ganhou novos capítulos neste feriado de carnaval. A origem foi a troca de críticas – que incluiu até xingamento – entre peemedebistas e o presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão. Em estreia no Sambódromo, no Rio, Falcão falou sobre demandas feitas pelo partido do vice-presidente da República, Michel Temer, ao governo federal, citando o líder na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Como resposta, foi tachado de "vagabundo" pelo presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani.
Cunha rebateu no Twitter nesta terça-feira, avançando no tema: ressaltou a necessidade de "repensar" a aliança e disse que seu partido não é "respeitado pelo PT". O parlamentar escreveu ainda que "por onde passa o Rui Falcão, mais difícil fica a aliança" e descartou o interesse em indicar nomes para ocupar um novo ministério na reforma da presidente Dilma Rousseff. "Não me compare com o que o partido dele fazia no RJ,doido atrás de boquinhas (...). A bancada do PMDB na Camara já decidiu que não indicará qualquer nome para substituir ministros. Pode ficar tudo para o Rui Falcão", provocou.
O clima da aliança, que tantas vezes já sofreu a ameaça de ser rompida, claramente ficou mais tenso. Eduardo Cunha convocou para a próxima terça-feira 11 uma reunião da bancada. Hoje, também pelo Twitter, ele diminuiu o tom, mas voltou a falar que "a realidade dessa aliança, nos termos que estão, e debaixo de agressões, como as do presidente do PT, não atendem ao PMDB". O deputado afirmou que não seguirá a sua vontade, e sim a da maioria do partido, e que caberá à sigla tomar uma decisão. "Quando falei em repensar, não falei ainda em romper, e sim em rediscutir os termos dessa aliança, a qual não somos respeitados", escreveu.
Nesta quarta-feira de cinzas, a presidente voltou de Salvador, onde passou o carnaval descansando, para Brasília. Na capital federal, receberá o ex-presidente Lula para uma longa conversa. Temas a serem discutidos não faltam: definir a equipe de campanha, discutir o conflito entre governo e oposição na Venezuela e, claro, como não poderia deixar de faltar, a crise com o PMDB da Câmara.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
