EUA movem tropas e caças. Rússia não cede. Guerra?
Compartilhe
2163 visitas - Fonte: Brasil 247
As pressões sobre o tabuleiro da Ucrânia só aumentam. Enquanto o comando da Otan declara apoiar o governo do país e a Rússia fixa seu exército dentro da Crimeia, os Estados Unidos realizam seu primeiro movimento militar. Um esquadrão com uma dúzia de caças F-16 foi deslocada para a fronteira da Polônia com a Ucrânia. A clara intenção é mostrar mobilização militar para impedir a conexão da Crimeia, península autônoma da Ucrânia, à Federação Russa.
Será preciso, porém, mais do que o deslocamento de F-16 para levar a Rússia a um recuo. Após dar sua posição ao presidente dos EUA, Barack Obama, em dois longos telefonemas, Putin procurou a chanceler alemã Ângela Merkel para repitir seus argumentos de que o plebiscito marcada para o próximo final de semana na Ucrânia é legítimo. O parlamento do país aprovou por unanimidade a ligação à Federação Russa.
Os grandes movimentos militares são acompanhados, até aqui, com relativa calma dentro da Ucrânia. Vai ficando claro, agora, que pelos menos duas dezenas de grupos organizados de neonazistas e fascistas estavam entre a massa que levou à queda do presidente Viktor Yanukovich.
Abaixo, notícia da Agência Reuters a respeito:
EUA não reconhecerão anexação da Crimeia, diz autoridade
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos não vão reconhecer a anexação da Crimeia pela Rússia se residentes votarem em referendo na próxima semana pela integração da região ao território russo, afirmou o oficial de segurança nacional dos EUA Tony Blinken, neste domingo.
Autoridades da Crimeia convocaram para 16 de março um referendo para confirmar que a região, que tem maioria formada por russos étnicos, é parte da Rússia. A votação foi marcada depois da deposição do presidente ucraniano, aliado de Moscou, no mês passado.
Tony Blinken, vice-conselheiro de segurança nacional do presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou em entrevista à CNN que a Rússia ficará sob pressão internacional cada vez maior como consequência do referendo.
"Primeiro, se houver uma anexação da Crimeia, um referendo que transfira a Crimeia da Ucrânia para a Rússia, não vamos reconhecê-lo nem a maior parte do mundo vai", disse Blinken.
"Segundo, a pressão que já exercemos em coordenação com nossos parceiros e aliados vai crescer. O presidente deixou muito claro ao anunciar nossas sanções, assim como fizeram os europeus outro dia. Isso é o primeiro passo e colocamos em ação um mecanismo muito flexível para aumentar a pressão, aumentar as sanções", afirmou.
Obama afirma que um referendo na Crimeia viola a lei internacional e a Constituição da Ucrânia. Na semana passada ele anunciou sanções que incluíram proibição de viagens e congelamento de ativos de indivíduos tidos como responsáveis pela intervenção da Rússia na Crimeia. O presidente russo, Vladimir Putin, não estava entre os indivíduos.
Forças russas tomaram o controle da península da Crimeia, crucial para Moscou como porto de águas quentes que abriga sua frota naval no Mar Negro. A ocupação não foi marcada por confrontos violentos, mas elevou as tensões com o Ocidente para o maior nível desde a Guerra Fria.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
