Produção industrial começou o ano com 'perfil generalizado de crescimento'
Na comparação com janeiro de 2013 índice mostra retração
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1638 visitas - Fonte: Rede Brasil Atual
A produção industrial cresceu 2,9% de dezembro para janeiro, após duas quedas mensais, informou hoje (11) o IBGE. Mas na comparação com janeiro de 2013, a atividade teve retração de 2,4%, no segundo resultado negativo seguido. Em 12 meses, a produção teve expansão de 0,5%, o que mostra perda de ritmo em relação ao período imediatamente anterior (1,2%), resultado influenciado pela queda acentuada na produção de bens de consumo duráveis, que acumularam queda de 5,4% de janeiro de 2013 a janeiro de 2014.
"No início de 2014, o setor industrial volta a mostrar um quadro de maior ritmo produtivo, expresso não só na expansão de 2,9% na comparação janeiro de 2014/dezembro de 2013, mas também no perfil disseminado de taxas positivas, em que todas as categorias de uso e a maior parte das atividades apontaram crescimento na produção", informa o IBGE. "Com o resultado desse mês, o total da indústria recuperou parte da perda de 4,3% acumulada no período novembro-dezembro, mas ainda encontra-se 4,0% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011."
De dezembro para janeiro, o IBGE registrou "perfil generalizado de crescimento", nas quatro categorias e em 17 dos 27 ramos pesquisados. As principais influências positivas vieram da atividade farmacêutica (29,4%), de veículos automotores (8,7%) e de máquinas e equipamentos (6,4%). "Vale ressaltar que, com o resultado desse mês, o primeiro setor eliminou a queda de 12,3% assinalada em dezembro último; o segundo interrompeu o comportamento negativo presente desde outubro último, período em que acumulou perda de 23,5%; e o último recuperou parte do recuo de 9,4% verificado em novembro e dezembro." A produção recuou, entre outros, nos segmentos de fumo (-47,6%), outros produtos químicos (-2,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-2,2%), "influenciada por paralisações em unidades produtivas do setor", e produtos de metal (-2,7%).
Na comparação com janeiro do ano passado, o setor industrial teve recuo em três das quatro categorias, 19 dos 27 ramos, 46 dos 76 subsetores e 57% dos 755 produtos investigados pelo IBGE. A atividade de veículos automotores caiu 14,4% e exerceu a maior influência negativa, "pressionada em grande parte pela queda na produção na maioria dos produtos pesquisados no setor (aproximadamente 90%)".
Entre as atividades com alta na produção, os destaques foram material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (27,8%), máquinas e equipamentos (6,9%), outros equipamentos de transporte (8,2%) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (20,5%), "impulsionados, em grande parte, pelos itens televisores e telefones celulares, no primeiro ramo, motoniveladores, brocas para perfuração, centros de usinagem para trabalhar metais, carregadoras-transportadoras, empilhadeiras propulsoras, máquinas para colheita, congeladores para uso industrial, fornos de micro-ondas e aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, no segundo, aviões e motocicletas, no terceiro, e peças e acessórios para equipamentos de informática e monitores de vídeo para computadores, no último".
O subsetor que mais cresceu entre os bens de capital foi o de Construção Civil, que acumulou crescimento de 73% de dezembro de 2013 a janeiro de 2014, e de 31% nos últimos 12 meses. Os bens de capital para fins industriais não-seriados, que contam com menor automação nas fábricas e empregam mais trabalhadores, teve o segundo melhor desempenho com crescimento de 40% em relação ao mês anterior, embora acumule queda de 9% no acumulado do último ano.
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