S&P: è bom a Dilma ouvir o Delfim
Até a eleição, o Krugman não passa de um cretino.
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12402 visitas - Fonte: Brasil 247
O Delfim Netto se cansou de cantar a pedra.
O Krugman diz que a economia brasileira não é vulnerável, mas os bancos – e as agências de risco para eles trabalham – acham a Urubóloga melhor do que ele.
Sim, as agências de risco têm um passado que condena – foram elas que abençoaram os derivativos que levaram Wall Street à breca – clique aqui para ler sobre o imperdível documentário “Inside Job”.
Não há dúvida de que as agências de risco preferem mil vezes o México, que acaba de destinar 69% das reservas petrolíferas que eram da PEMEX à iniciativa privada, ou seja, às empresas americanas.
Em ano de eleição, como aconteceu em 2002, as agências de risco vão trabalhar para seus clientes – os bancos – e detonar a Dilma – como detonaram o Lula.
Porque, como se sabe, os empresários só gostam da Dilma quando estão diante dela.
Em 2002, o Goldman Sachs criou o “Lulômetro”: em quanto aumentava o risco-Brasil quando o Lula subia nas pesquisas.
Agora, vai ter o “Purômetro”, da Standard & Poor’s, que rebaixou a nota do Brasil e, se puder, rebaixa a Dilma e o Mantega à categoria de “definitivamente vulneráveis”.
As agências de risco têm lado – e não é o dos poupadores, mas o dos credores.
Mas, não adianta chorar.
O mundo das finanças se governa pelos padrões do FMI e do Consenso de Washington.
O Brasil não está mais no FMI – embora o Fernando Henrique lá tenha ido, de joelhos, três vezes e agora cante de galo – e, por três vezes derrotou o Consenso de Washington nas urnas.
Mas, e daí ?
A Presidenta Dilma deveria chamar a rapaziada da Economia – são uns 49 porta-vozes – e fazer umas perguntinhas.
- Não dá mesmo para crescer mais um pouco ?
- A política do BNDES de “pick de winner”, que atingiu seu momento de glória na BrOi – que volta a capengar – é mesmo uma boa ideia, ou seria melhor financiar empresas menores, que empregam mais e crescem mais rápido ?
- Por que o BNDES deveria apostar tanto em gigantes-megalôs como a Friboi ? Foi o Luciano Coutinho que mandou contratar o Roberto Carlos ? ;
- Essa taxa de juros vai ficar em dois dígitos ainda por quanto tempo ?;
- Como fazer para demonstrar inequivocamente que o superavit primário será de 1,9% ?;
- Ou o Governo Dilma fala demais e confunde mais ainda ?
(Sem falar que responde a “reportagem” do Estadão.)
- Aí está o centro do problema: a questão fiscal. Não está na hora de o Governo Dilma tomar uma medida de impacto, jogar uma bomba atômica que “sinalize” ao “mercado” que vai ter uma política fiscal de longa credibilidade ?
- Por que a Dilma não fecha, por exemplo, a SECOM ? E proíbe a Petrobras de subsidiar o Globo e a Folha ? E manda o Banco do Brasil e a Caixa buscar os BVs que estão na Globo ? Fazer como o Requião e suspender a publicidade oficial na Globo ? Isso seria uma medida de forte densidade fiscal …;
- Não adianta brigar com a Lei da Gravidade.
As urnas derrotam o neolibelismo (*) irremediavelmente.
Mas, até chegar à eleição, o Krugman não passa de um cretino.
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