Aécio e Campos coordenam 15 dias de ataques a Dilma
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1704 visitas - Fonte: Brasil 247
Com foco específico na Petrobras, candidatos do PSDB e do PSB articulam estratégia comum na propaganda partidária no rádio e na TV; nas próximas duas semanas, os programas tentam colar na presidente as denúncias envolvendo a estatal e vender a ideia de que a administração federal é caótica, desconstruindo a imagem de boa gestora; ação tem parceria do PSC e do DEM, que cederam datas na propaganda para não haver intervalo entre os programas tucano e socialista; instalação de CPI no Congresso faz parte da estratégia para fazer a crise chegar ao conhecimento do grande público
Os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) vão utilizar o caso envolvendo a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras na propaganda partidária no rádio e na TV para desgastar a presidente Dilma Rousseff. As peças começam a ser veiculadas neste sábado (29) e ficam no ar por 15 dias consecutivos devido a um acordo que envolveu troca de datas de veiculação com o PSC e com o DEM.
Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo (aqui), a ideia do tucano e do socialista é fazer chegar o caso ao grande público e tentar colar as suspeitas na presidente, além de vender a ideia de que há um descontrole geral no governo federal, descontruindo a imagem de boa gestora de Dilma.
As propagandas do PSB terminam no dia 5 de abril. No dia 8 do mesmo mês, começam as do PSDB,que acabou convencendo o PSC a trocar o espaço para garantir a exposição conjunta ao partido de Campos.
No dia 17 de abril, para coroar a sessão de tortura, entra no ar o programa nacional do PSDB. A data também foi cedida pelo aliado DEM para garantir duas semanas de espaço aos oposicionistas. O espaço nas propagandas faz parte de uma ação coordenada que instou a oposição a acelerar o pedido de criação da CPI no Senado.
A oposição concentra todos seus esforços para promover um arrastão anti-Dilma se apoiando nas denúncias relacionadas à estatal.
Já o Planato tenta, até a semana que vem, convencer aliados a retirarem assinaturas de apoio à CPI.
O contra-ataque dos governistas vem com a intenção de incluir na CPI o cartel do Metrô de São Paulo e o porto de Suape, temas que desgastam Aécio e Campos. Se i deia n]ao tiver apoio regimental, a base deve encaminhar pedidos de criação de uma CPI específica para investigar o cartel do Metrô e o porto de Suape.
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