'Diálogo com a sociedade deve ser permanente', diz Lula em Osasco
Presente ao evento, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou o governador Geraldo Alckmin pela crise no abastecimento de água no estado
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O ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva participou de ato em Osasco na noite de sexta-feira (4) e recomendou aos petistas que estão no poder que saiam às ruas para ouvir a população. “O diálogo com a sociedade deve ser permanente para que a gente continue consolidando a democracia”, disse.
O ato em Osasco foi parte da chamada Caravana Horizonte Paulista, que tem levado o pré-candidato do PT ao governo do estado, Alexandre Padilha, para várias regiões de São Paulo.
Lula afirmou que será normal se ocorrerem manifestações durante a Copa do Mundo, que começa em junho. “É importante que as pessoas queiram mais e melhor”. Ele citou a polêmica pesquisa do Ipea, onde 26% dos entrevistados afirmaram concordar total ou parcialmente com a frase: “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas” para dizer que “está aumentando o conservadorismo nesse país”.
Sobre os 50 anos do Golpe Militar de 1964, Lula lembrou a luta pela redemocratização do país e citou a presidenta Dilma Rousseff. “Temos uma presidenta que ficou três anos presa e foi torturada e sabe que o tempo dela não é de vingança, mas de construção de esperança”, comentou o ex-presidente, que também lembrou de quando se candidatou ao governo do estado, em 1982. Em apoio a Padilha, Lula disse que “se o PT no estado de São Paulo, fizer o que fez no Brasil, eles (os tucanos) nunca mais voltarão a governar o estado”.
Padilha
O pré-candidato petista ao governo do estado, Alexandre Padilha, defendeu o programa Mais Médicos, elaborado por ele quando ministro da Saúde. “Se a oposição à presidenta Dilma continuar a ser contra o Mais Médicos, vai perder. A presença desses médicos é cada vez mais bem avaliada pela população. O estado de São Paulo, mesmo sendo o mais rico do país, é o que mais vai receber médicos porque foi o que mais pediu. Tenho visto prefeitos do PSDB e do DEM aprovando o programa Mais Médicos”, disse.
No evento em Osasco, Padilha criticou a gestão do PSDB no Executivo estadual e apresentou, fundamentalmente, três propostas: integração no transporte (Metrô, CPTM e EMTU), delegacias da mulher 24 horas e compensação para municípios que abriguem mananciais de água.
A crise no abastecimento de água foi tema de críticas dos petistas. De acordo com Padilha, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi alertado, em 2004 ,sobre as obras que deveriam ser feitas no Sistema Cantareira. “O que vai resolver o problema da água em São Paulo é um estado que realize obras, planeje como tem que planejar, e não ficar batendo boca com outro estado. A polêmica parece que é para tirar o foco do verdadeiro problema”, avaliou sobre a polêmica com o governo do Rio de Janeiro, que é contra a transposição das águas do rio Paraíba do Sul como proposto por Alckmin.
O presidente estadual do PT e ex-prefeito de Osasco, Emidio de Souza, declarou que o programa Mais Médicos “exigiu talento e ousadia” de Padilha. Ele também criticou a gestão tucana pela crise no Sistema Cantareira.
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