Filha de Ricardo Teixeira recebeu dinheiro de Rosell
Em 2011, o ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell teria feito pagamento de 2 milhões de libras, a uma das filhas de Ricardo Teixeira, na época com 10 anos
Compartilhe
1840 visitas - Fonte: Exame.com
O jornal inglês 'The Telegraph' publicou na edição deste sábado que em 2011 o ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell teria feito pagamento de 2 milhões de libras (R$ 7,5 milhões em cotação atual), a uma das filhas de Ricardo Teixeira, na época com 10 anos.
Segundo a publicação, Antônia Wigand Teixeira, filha do ex-presidente da CBF e ex-presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, recebeu a quantia em conta corrente registrada no Rio de Janeiro. O depósito teria sido feito em nome de Rosell, que foi diretor de marketing da Nike na América Latina.
O 'The Telegraph' lembra na matéria a polêmica decisão da Fifa de conceder a Rússia e Catar o direito de sediar os Mundiais de 2018 e 2022, respectivamente. Na época, o Barcelona já havia acertado patrocínio com a Qatar Foundation, órgão que investe em educação, pesquisa científica e desenvolvimento social no emirado.
Em janeiro do ano passado, a revista francesa 'France Football' publicou longa reportagem que apontava que a nação asiática comprou o direito de organizar a Copa de 2022. Ricardo Teixeira teve nome ligado à fraude, e também se apontava a forte influência de Rosell na decisão da Fifa.
Além disso, o ex-presidente do Barcelona é sócio da Ailanto, empresa que recebeu R$ 9 milhões do governo de Brasília pelo amistoso entre as seleções de Brasil e Portugal, em 2008, quando Teixeira ainda estava à frente da entidade.
De acordo com investigações da Polícia Civil, uma empresa de propriedade da Ailanto chegou a ter como endereço uma fazenda que pertencia a Ricardo Teixeira em Piraí, no estado do Rio de Janeiro.
No ano passado, uma reportagem publicada pela 'Folha de S. Paulo' apontou que essa empresa, que tem como sócia majoritária a esposa de Ricardo Teixeira, Ana Carolina Wigand, recebeu R$ 2,8 milhões da Ailanto.
A W Trade Brasil Importação e Exportação teria se associado a Rosell (como pessoa física) e à Brasil 100% Marketing (que tem o catalão como sócio) na compra de duas salas no Shopping Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, avaliadas em R$ 13 milhões.
Com R$ 50 mil de capital social, a empresa de Ana Carolina teria ficado com 24% de cada imóvel. Porém, dois anos depois, a Ailanto teria pagado R$ 2,8 milhões pela participação da W Trade nas salas - R$ 1,4 milhão por cada, valor abaixo ao da compra. O jornal informou na época que os documentos foram registrados no 2º Ofício de Registro de Imóveis do Rio.
Os advogados da W Trade afirmaram à 'Folha de S. Paulo' que o negócio foi feito de forma legal e que a empresa ficou com R$ 1,9 milhão do total, já que pagou R$ 188 mil de impostos e usou R$ 700 mil para quitar o financiamento das salas.
Por conta das diversas irregularidades em seus negócios que foram denunciadas, o Ministério Público do Distrito Federal pediu que Sandro Rosell fosse condenado a oito anos de prisão, além da devolução do dinheiro recebido para a realização do amistoso entre Brasil e Portugal.
Ao 'Telegraph', nem Sandro Rosell, nem Ricardo Teixeira se pronunciaram. O Barcelona garantiu que não tem conhecimento de qualquer pagamento à filha do dirigente brasileiro, cuja família vive atualmente nos Estados Unidos.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
