Negros seguem com salários mais baixos e maior rotatividade no mercado de trabalho
Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra indicadores negativos para homens e mulheres nas principais regiões metropolitanas brasileiras
Compartilhe
1218 visitas - Fonte: Rede Brasil Atual
Maioria entre a população brasileira – 50,7% dos brasileiros, conforme o Censo do IBGE de 2010 – os pretos e pardos se mantêm em desvantagem em relação aos brancos também no mercado de trabalho. De acordo com o Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser), do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os indicadores são negativos em relação a salários e taxas de desemprego e de rotatividade de trabalhadores e trabalhadoras.
Os pesquisadores do Laeser analisaram indicadores das regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, cobertas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Em fevereiro, o rendimento médio habitualmente recebido pela população economicamente ativa (PEA) total ocupada, de ambos os sexos, nas seis regiões metropolitanas pesquisadas foi igual a R$ 2.015,59 – com elevação de 0,8% em relação ao mês anterior e de 3,1% quando comparado a fevereiro de 2013.
Enquanto o rendimento dos brancos em fevereiro passado foi igual a R$ 2.510,44, em ambos os sexos, e o dos negros ficou em R$ 1.428,79 – rendimento real médio 75,7% superior à de pretos e pardos. A desigualdade de cor ou raça nos salários aumentou 1,4% em relação ao mês anterior. Os brancos também tiveram maior índice de correção salarial em comparação ao mês anterior: 1,3%, enquanto que os negros apenas 0,5%.

Desemprego
A taxa de desemprego aberto da PEA total residente nas regiões estudadas era de 5,1% em fevereiro passado. Em relação ao mês anterior houve elevação de 0,3% no indicador, 0,5% menor que de fevereiro de 2013.
Entre os brancos de ambos os sexos, a taxa de fevereiro ficou em 4,5% e entre os negros, em 5,8%. Na comparação com o mês anterior, o desemprego aumentou 0,7% entre os brancos, mas caiu 0,1% entre os negros.

Rotatividade
A taxa de rotatividade, que expressa a proporção de trabalhadores substituídos por outros em relação ao contingente total, também é maior entre os negros e negras: 44%, sendo 10,1% maior que a taxa de 33,9% entre os brancos.
Como ressaltam os pesquisadores, a alta taxa de rotatividade da força de trabalho é considerada um sinal de possível precariedade da situação no emprego. Isso porque está associado a prática de constante substituição da mão de obra em decorrência da vulnerabilidade dos postos de trabalho e desproteção no emprego.
Outra análise leva em conta o maior aquecimento do mercado de trabalho, situação em que os próprios trabalhadores seriam capazes de perceber melhores oportunidades e se deslocariam voluntariamente, com maior frequência.
Em fevereiro, a taxa entre todos os trabalhadores com carteira assinada era de 38,8%, que corresponde a uma elevação de 0,4% em relação ao mês anterior.

Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
