PSDB diz que Dilma 'Agrediu estado de direito'
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PSDB criticou, através de nota oficial, o pronunciamento em cadeia nacional feito pela presidente Dilma Rousseff (PT), na noite desta quarta-feira (30), em alusão as comemorações do 1º de Maio; segundo o texto, a presidente” agrediu o Estado de Direito ao transformar, mais uma vez, um instrumento legítimo de governança no caso as redes oficiais de rádio e TV, em canais de difusão de propaganda político-partidária; PSDB e DEM dizem que levarão o caso à Justiça Eleitoral
O PSDB criticou, através de nota oficial, o pronunciamento em cadeia nacional feito pela presidente Dilma Rousseff (PT), na noite desta quarta-feira (30), em alusão as comemorações do 1º de Maio. Segundo o texto, a presidente” agrediu o Estado de Direito ao transformar, mais uma vez, um instrumento legítimo de governança no caso as redes oficiais de rádio e TV, em canais de difusão de propaganda político-partidária”.
O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE), já havia feito a mesma observação e adiantado que entraria com uma representação junto ao Ministério Público Eleitoral contra a petista. O vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), também já havia dito, logo após o pronunciamento, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) "certamente" seria acionado.
Confira a íntegra da nota oficial publicada pelo PSDB:
A presidente da República agrediu o Estado de Direito ao transformar, mais uma vez, um instrumento legítimo de governança no caso as redes oficiais de rádio e TV, em canais de difusão de propaganda político-partidária.
O PT fez, nesse caso, o que faz na Petrobras - apropria-se do que não lhe pertence em proveito próprio.
Ao uso indevido da rede oficial soma-se o descompromisso com a verdade e, por consequência, o desrespeito aos brasileiros.
Se quisesse realmente corrigir adequadamente a tabela de imposto de renda e compensar sua defasagem em relação à inflação acumulada nos três primeiros anos de seu governo, o reajuste divulgado ontem teria de ser pelo menos duas vezes maior que o anunciado. O governo federal, portanto, continua devendo aos trabalhadores.
A presidente e seus marqueteiros parecem apostar que uma mentira repetida mil vezes acabará se tornando verdade. É o que acontece em relação ao reajuste dos valores pagos aos beneficiários do Bolsa Família também anunciado ontem.
O aumento de 10% elevará a renda per capita mínima das famílias atendidas pelo programa a R$ 77. A ONU, porém, fixa como linha divisória da extrema pobreza o valor de US$ 1,25 per capita/dia, o que equivale a cerca de R$ 83.
Isto significa que milhões de brasileiros continuarão na condição de miséria. Significa, também, que nos últimos anos o governo do PT vem mentindo para a população quando diz que milhões de brasileiros cruzaram a linha da extrema pobreza graças ao patamar mínimo de R$ 70 adotado para o programa Brasil sem Miséria. Lamentavelmente, não cruzaram.
O PSDB apoia as medidas que beneficiam os brasileiros mais pobres ou que ao menos sirva para mitigar um pouco a absurda carga tributária sobre os assalariados. Mas lamenta que elas sejam anunciadas como uma tentativa de enganar a população. O tempo da demagogia passou.
Não será com atos de marketing que conseguiremos vencer importantes desafios.
Assim como não será com malabarismos contábeis que recuperaremos a renda dos trabalhadores corroída por uma inflação - em especial, a dos alimentos e a dos serviços - que está entre as mais altas do mundo e cujo combate não encontra ímpeto à altura no governo da candidata à reeleição.
É positivo que a presidente se comprometa com a política de valorização do salário mínimo, iniciada com vigor na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso e à qual os governos petistas deram continuidade.
Mais importante, porém, não é a presidente limitar-se a meras declarações de intenção sobre o assunto, mas dizer como ele efetivamente deve ser tratado.
A presidente nos conduz de novo à ilha da fantasia ao afirmar que "meu governo também será sempre o governo do crescimento com estabilidade, do controle rigoroso da inflação e da administração correta das contas públicas". De que país ela estará falando?
Apesar dos escândalos em série em seu governo, a presidente se refere à exposição "desses fatos", que causam indignação a todos nós brasileiros, como se fossem produzidos por geração espontânea, como se não fosse o governo que ela representa que tivesse criado as condições para que eles pudessem ocorrer e proliferar.
Em uma coisa, porém, a presidente Dilma Rousseff tem razão: de fato, "os brasileiros não aceitam mais a hipocrisia, a covardia ou a conivência".
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