Juntar o “selfie” com o “yes, we can” é essencial
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1015 visitas - Fonte: Tijolaço
Ontem, publiquei aqui um texto da Veja que falava das pesquisas realizadas no final de 2005 preverem uma inexorável decadência de Lula e um provável vitória tucana em 2006.
Claro que havia àquela época, como há agora, a “torcida” da mídia e dos próprios institutos de pesquisa para transformar este desejo em realidade.
Mas havia, também, um dado real: o desânimo com um governo que não tinha conseguido deslanchar no plano econômico, ainda que tivesse avançado timidamente no social, e que enfrentava problemas políticos imensos, centrados na exploração de desvios éticos, como o mensalão.
Não é significativo debater se os problemas eram reais ou, pelo menos, do tamanho que parecia transparecer, então.
O significativo é o como se venceu aquela eleição e, sobretudo, como o segundo Governo Lula pôde ser o sucesso que foi.
O diferencial, então, foi a demonstração de rumos, prioridades e visão de Brasil que, em Geraldo Alckmin, não passaram de um bonezinho, uma camiseta e uns adesivos.
Porque o julgamento essencial de um Governo vai muito além dos aspectos de “eficiência” e “gestão”.
É claro que isso importa, mas importa muito mais que se saiba em que direção se quer avançar.
E mostrar que este avanço é individual mas também, indispensavelmente social.
Como no verso do Tom: que é impossível ser feliz sozinho.
O discurso político ideológico, renegado pelos marqueteiros como arcaico e não-mobilizador, faz, pela ausência, perder a percepção deste fundamento do progresso.
Dilma, Lula e o PT têm a oportunidade de reverter o que deixaram de fazer pelo processo de formação da consciência coletiva, com o início dos comerciais e do programa partidário.
Será um grande erro usar este espaço essencialmente para mostrar que tudo “está dando certo”.
Isso só cabe no que se fizer de comparações.
A comunicação terá de ser mesmo quase “pessoal”, porque é preciso estender para a avaliação do país a a avaliação do que se passa com as pessoas que o compõem.
E não deixar que a penas a mídia forme a expectativa do que vai se passar com o Brasil.
Notem que na pesquisa Datafolha, a soma dos que acham que a própria situação vai melhorar (43%) e de que não vai se alterar (41%) somam 84% ne otimisto ou “não-pessimismo”, enquanto a mesma pergunta sobre o Brasil só encontra 26% de otimismo (26% responderam que vai melhorar).
Isto é o essencial na formulação do discurso.
Confrontar a vida que se tem com a que se tinha e a que se pode ter se o Brasil seguir mudando.
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