PMDB presidirá CPI no Senado; PT fica com a Relatoria
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Comissão Parlamentar de Inquérito que investigará denúncias contra a Petrobras foi instalada nesta manhã; o presidente, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), logo após ser empossado no cargo, convocou nova reunião para as 15h30, para analisar o plano de trabalho; a relatoria ficou com o líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE); a oposição se recusou a indicar os representantes e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), designou os nomes que faltavam; em defesa da CPI mista, porém, parlamentares oposicionistas já anunciaram que não pretendem atuar na CPI do Senado
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) encarregada de investigar denúncias de irregularidades na Petrobras realizou sua primeira reunião na manhã desta quarta-feira 14. O presidente, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), logo após ser empossado no cargo, convocou nova reunião para as 15h30, para analisar o plano de trabalho da CPI.
A relatoria ficou com o líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE). Vital do Rêgo explicou que nas próximas horas estará concluído o plano de trabalho, a partir de minuta elaborada pelo relator e disse que fará os esforços necessários para agilizar os trabalhos.
— Nenhuma perda de tempo já que temos um calendário profundamente recheado de eventos, com obrigações do Congresso Nacional, com proximidade do recesso, e vamos ocupar enquanto possamos todo o nosso calendário, toda a nossa energia para cumprir esse mister — declarou.
A CPI da Petrobras foi instalada sob a presidência do senador João Alberto Souza (PMDB-MA), o mais velho entre os membros presentes, com a eleição por aclamação dos senadores Vital do Rêgo e Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP) como presidente e vice-presidente, respectivamente. Também foi nomeado relator o senador José Pimentel.
A comissão, que tem a responsabilidade de investigar denúncias de irregularidades e má gestão na Petrobras, é formada por 13 titulares e 13 suplentes e tem prazo de 180 dias para apresentar o relatório final.
Como a oposição continuava sem indicar seus representantes, o próprio presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), designou os nomes para ocupar as três vagas previstas. Foram nomeados os senadores Cyro Miranda (PSDB-GO), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Wilder Morais (DEM-GO).
Os escolhidos, no entanto, já anunciaram que não pretendem atuar na CPI do Senado. Lúcia Vânia e Wilder Morais chegaram a pedir a substituição de seus nomes. A recusa decorre da decisão da oposição de priorizar a CPI mista, com participação de senadores e deputados.
Agripino: vamos guardar nossa energia para a CPI mista
O líder do DEM, senador José Agripino (RN), disse que seu partido vai tentar obstruir a instalação da CPI da Petrobras no Senado, recusando as indicações de representantes feitas pelo presidente Renan Calheiros. O DEM tem direito a uma vaga na comissão.
O objetivo, segundo ele, é guardar fôlego para viabilizar a CPI mista, formada por deputados e senadores. Já o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) defendeu que seu partido integre a comissão, mesmo sendo contra a CPI formada só por senadores.
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