Pezão: Operações nos morros vão continuar
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906 visitas - Fonte: Brasil 247
Segundo o governador Luiz Fernando Pezão, as ações para prender traficantes serão feitas nas comunidades todas as vezes em que movimentações suspeitas forem detectadas; para ele, a integração entre as polícias Civil, Militar e Federal e as Forças Armadas é essencial para o sucesso das operações;verno do Rio também estuda o reforço na fiscalização as estradas federais que cercam o estado para evitar a entrada de drogas
Repórter da Agência Brasil - As operações policiais nos morros do Rio de Janeiro para prender traficantes continuarão, disse ontem (15) o governador Luiz Fernando Pezão. Segundo ele, os trabalhos serão feitos nas comunidades todas as vezes em que movimentações suspeitas forem detectadas.
“A gente tem feito isso sistematicamente. Na [Comunidade da] Maré, a gente já fez quatro incursões e prendemos os quatro maiores chefes do tráfico”, disse o governador.
Pela manhã, policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar subiram o Morro da Serrinha, em Madureira, zona norte do Rio. A operação resultou na prisão de 15 pessoas, inclusive de Lacoste, líder do tráfico de drogas da comunidade.
Para o governador, a integração entre as polícias Civil, Militar e Federal e as Forças Armadas é essencial para o sucesso das operações. “A Polícia Federal tem subsidiado a nossa Polícia Civil junto com a Polícia Militar. Nunca a Polícia Civil foi tão integrada à Militar, à Polícia Federal e às Forças Armadas que estão lá”, destacou.
Pezão prometeu reforçar a polícia para melhorar a segurança pública. “A gente quer cada vez mais investir mais, contratar mais policiais e avançar no combate à criminalidade”, acrescentou. O governo do Rio também estuda o reforço na fiscalização as estradas federais que cercam o estado para evitar a entrada de drogas.
Sobre a greve dos professores, o governador lembrou as limitações de gastos determinadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal em anos eleitorais, mas disse que pretende valorizar a categoria dentro do possível. “Se sobrar algum recurso, quero valorizar todo o funcionalismo público, principalmente, o professor, o policial civil, o policial militar, mas tenho de fazer as coisas com muita tranquilidade. Não vou ser irresponsável. A gente tem limites no último ano de governo. Se eu tiver condições de valorizar mais e pagar melhor, eu vou fazer”, disse.
Quanto à possibilidade de uma nova paralisação dos rodoviários no Rio, Pezão declarou que a orientação é prender os grevistas que impedirem a circulação dos veículos, promoverem violência contra motoristas e cobradores e depredarem ônibus. “Quem [a polícia] pegar depredando ônibus, patrimônio privado, patrimônio público, tem de ser preso. Prendemos mais de 30 vândalos que quebraram ônibus e fecharam ruas nesta última greve [na terça-feira (13) e ontem (14)]”, lembrou.
Luiz Fernando Pezão, disse também que, ao longo do dia, conversou três vezes com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para tratar de projetos encaminhados pelo governo estadual para o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Ele, no entanto, não detalhou os projetos.
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