Campos poupa Lula e mira 'Madrinha da inflação'
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873 visitas - Fonte: Brasil 247
Em entrevista no Roda Viva, pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, evitou dizer se deixaria a disputa se o PT lançasse Lula como candidato: "Nossa disputa não é com Lula, é com a presidenta Dilma"; segundo ele, Dilma perdeu o rumo: "quem era a mãe do PAC se tornou a madrinha da inflação, do baixo crescimento, do que está acontecendo na Petrobras"; ex-governador também diz que, se eleito, vai aposentar algumas figuras tradicionais do Congresso Nacional
Em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, nesta segunda-feira (26), o presidenciável socialista Eduardo Campos poupou Lula e evitou dizer se deixaria a disputa caso o PT lançasse a candidatura do ex-presidente: "Sou candidato para ganhar a eleição. Lula não é candidato. Nossa disputa não é com Lula, é com a presidenta Dilma".
Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff perdeu o rumo: “quem era a mãe do PAC se tornou a madrinha da inflação, do baixo crescimento, do que está acontecendo na Petrobras".
Segundo ele, a decepção com Dilma vem após o caso do chamado mensalão: "A decepção com Dilma vem daí. Não enfrentou os malfeitos. Teve oportunidade de corrigir os erros e não fez isso. Há um desejo hoje generalizado de mudança".
Questionado sobre seu pacto com o presidenciável tucano Aécio Neves, fez questão de listar diferenças entre os dois: "Saio do lugar onde Dilma mais teve votos. As forças ligadas à presidenta não querem o embate conosco. A população sabe que eu e Marina [Silva] jamais vamos mexer nas conquistas sociais. Nós podemos unir o Brasil, enquanto eles [tucanos] vão continuar submetendo o Brasil à divisão que o país já não suporta".
Sobre seu projeto de governo, afirma que irá combater o fisiologismo cortando à metade o número de ministérios e algumas figuras tradicionais do Congresso: "Vamos ter o apoio da sociedade para tirar do Congresso algumas figuras que precisam ir para a aposentadoria. As outras a gente precisa ter a coragem de colocar na oposição".
Quanto a divergências levantadas em seu partido pela vice Marina Silva, disse que um complementa o outro e que a ex-senadora será "uma grande oportunidade em vez de uma ameaça" ao agronegócio brasileiro. Ele evitou se posicionar sobre a disputa em São Paulo.
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