Dilma exalta guru da luta contra desigualdade
Compartilhe
1123 visitas - Fonte: Brasil 247
Ao New York Times e em pronunciamento ao Conselho de Desenvolvimento Econômico, presidente Dilma Rousseff elogia ideias do economista francês Thomas Piketty; "Ele faz um trabalho fantástico", disse ela ao jornal americano; nesta quinta-feira 5, Dilma acrescentou que o best-seller O Capital no Século 21 apontou uma "absurda concentração de renda no Brasil da década de 1970", citando o autor; francês defende criação de fundo com dinheiro de países ricos para patrocinar ações de distribuição de renda nas regiões mais pobres do mundo; "O sr. Piketty disse que um fator de convergência é a educação", lembrou Dilma; "Prefiro concordar com esse"
Ao jornal americano New York Times, primeiro, e ao se dirigir ao Conselho de Desenvolvimento Econômico nesta quinta-feira 5, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff fez questão de elogiar e citar o economista francês Thomas Piketty, autor do best seller O Capitalismo no Século 21. "Ele faz um trabalho fantástico", disse Dilma ao diário nova-iorquino, que publicou entrevista com a presidente em sua edição de ontem. Hoje, ela voltou a falar no autor, que tem entre os pontos centrais de sua proposta para a redução da desigualdade a criação de um fundo com recursos dos países para patrocinar amplas ações sociais em região pobres do planeta.
- O sr. Piketty diz que esse é outro fator convergente (o acesso ao consumo e aos serviços), fora ficar taxando todo mundo. (Outro grande fato de convergência) dele é a educação. Eu prefiro educação", divertiu-se a presidente, que antes lembrara que os ricos aumentaram ainda mais a sua renda nos últimos tempos em relação aos pobres.
A presidente assinalou que Piketty apontou, em seu livro, a existência de "uma absurda concentração de renda no Brasil dos anos 1970". Completou afirmando que seu trabalho tem o ângulo de reduzir essa distância, no que, disse, está sendo bem sucedida.
- Somos um país que reduziu a desigualdade. Temos essa vantagem na contracorrente do mundo, afirmou Dilma, assegurando que o economista francês também está nessa contracorrente.7
Ao mesmo tempo em que citou o autor do momento, a presidente disse aos membros do Conselhão que irá centrar esforços em infraestrutura se conseguir sua reeleição em outubro.
Abaixo, notícia distribuída pela Agência Reuters a respeito:
Dilma diz que num eventual novo mandato, hidrovias e ferrovias serão prioridade
BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff fez um amplo balanço de sua gestão nesta quinta-feira durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e apresentou como prioridades de seu governo em um eventual segundo mandato os investimentos em ferrovias e hidrovias.
Dilma disse que o Programa de Aceleração do Crescimento 3 (PAC 3) e o Programa de Investimento em Logística 2 (PIL 2) terão como prioridade o transporte fluvial e ferroviário. "Nós vamos ter de centrar em dois modais que o Brasil abandonou durante anos e anos, um é o ferroviário e o outro hidroviário, no caso da logística é isso", discursou a presidente para os membros do Conselhão, como é conhecido o CDES. Segundo ela, o Brasil tem 12 grandes bacias hidrográficas que não são aproveitadas como deveriam e que será prioridade para o seu segundo eventual governo estimular a construção de hidrovias acima do "paralelo 16" para escoar a produção graneleira.
"É fundamental para o país planejar e executar para usarmos os rios como nossas estradas de água", discursou a presidente que concorre à reeleição. Uma semana depois de os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do país mostrarem descaleração no primeiro trimestre com queda dos investimentos, a presidente disse que serão necessárias medidas para impulsioná-los. "Nós acreditamos que vai ser necessário implementar novas medidas que potencializem o investimento público e privado", disse. "Por exemplo, a promoção do mercado privado de crédito de longo prazo. O desenvolvimento de instrumentos de garantia para projetos de grande vulto... Especialmente o desafio que nós sempre chegamos perto e jamais superamos que é a construção de modelos de garantia em que o próprio investimento seja considerado garantia", explicou a presidente.
MORADIA
Ao comentar a nova fase do programa Minha Casa, Minha Vida, que o governo pretende anunciar ainda este mês, Dilma disse que a meta inicial para os próximos quatro anos é de 3 milhões de moradias, mas que ela pode ser ampliada, como ocorreu na atual fase do programa habitacional.
A meta estabelecida em 2011 era de 2 milhões de moradias em quatro anos e foi ampliada para 2,750 milhões.
"Se for a mesma ampliação do período 11-14, nós vamos chegar a 4 milhões, em torno de 4 milhões, o que daria um milhão de moradias por ano", discursou Dilma. "Nós ainda não fizemos um milhão de moradias ano, fizemos quase. Chegamos a fazer num ano 960 mil. A meta mais realista, mais próxima que as empresas foram capazes de executar é 3 milhões", explicou.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Vexame na Bahia! Vice de Flávio Bolsonaro foge de evento com medo de flopar e inventa desculpa esfarrapada!!
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
