Tribunal egípicio confirma 183 condenados à morte e prisão de jornalistas
Justiça condena à morte 183 apoiadores do presidente islamita deposto Mohamed Mursi; jornalistas do canal de televisão Al Jazeera têm penas de prisão
Compartilhe
795 visitas - Fonte: Rede Brasil Atual
Representantes das Nações Unidas criticaram hoje (23) as mais recentes decisões da justiça egípcia, manifestando “grande preocupação” pela confirmação de 183 condenações à morte e pelas penas de prisão impostas a três jornalistas do canal de televisão Al Jazeera.
No sábado (21), um tribunal egípcio confirmou a condenação à morte de 183 apoiadores do presidente islamita deposto Mohamed Mursi, incluindo o líder da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badie.
Hoje, a justiça egípcia condenou a sete e a dez anos de prisão três jornalistas da Al Jazeera, canal de televisão do Catar, acusados de apoiar o movimento Irmandade Muçulmana.
Para o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, “parece ser claro que esses processos não respeitam os princípios básicos de um julgamento imparcial”, disse o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.
Na opinião de Ban Ki-moon, “participar de manifestações pacíficas ou criticar o governo não deveria ser motivo de detenção ou de processos judiciais”, acrescentou o porta-voz.
O secretário-geral “acredita que ao permitir que todos os cidadãos exerçam de forma plena os seus direitos, o Egito sairá reforçado”, concluiu Dujarric.
A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, também criticou a conduta da justiça egípcia, qualificando de “paródia de justiça” os julgamentos em massa feitos no Egito, que já condenaram à morte mais de 220 pessoas.
Em comunicado divulgado em Genebra, Navi declarou estar “chocada e muito alarmada” com as sentenças aplicadas contra os jornalistas da Al Jazeera.
Na nota, a alta comissária considerou que as acusações apresentadas contra os jornalistas do canal de televisão do Catar são vagas. “Reforçando, portanto, a ideia de que o verdadeiro alvo é a liberdade de expressão”, destacou.
“Não é crime ter uma câmera ou tentar relatar os diferentes pontos de vista sobre um acontecimento. Não é crime criticar as autoridades”, disse a representante, apelando às autoridades egípcias para “libertarem sem demora” todos os jornalistas e profissionais de comunicação.
O jornalista egípcio-canadense Mohamed Fadel Fahmy, chefe da delegação da Al Jazeera até o momento em que ela foi proibida no Egito, e o australiano Peter Greste foram condenados a sete anos de prisão, enquanto o egípcio Baher Mohamed foi condenado a duas penas de prisão: uma de sete e outra de três anos.
Os três profissionais estavam detidos aproximadamente há seis meses.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
