Bolsa de SP registra apatia histórica no semestre
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775 visitas - Fonte: Brasil 247
Presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, afirmou que há chance de este ano terminar sem ter nenhuma abertura de capital; no semestre foi a primeira vez que isso aconteceu desde 2004, o Novo Mercado da Bolsa, que trouxe nova geração de companhias ao mercado de ações; a renda fixa já deixou o mercado acionário para trás em 2014
A Bolsa de SP encerrou o semestre com apatia histórica sem uma única abertura de capital. Entre as causas estariam a redução dos estímulos nos EUA, a Copa do Mundo, férias e as eleições de outubro.
Foi a primeira vez que isso aconteceu desde 2004, desde o chamado Novo Mercado da Bolsa, que trouxe uma nova geração de companhias ao mercado de ações.
A última abertura de capital no país foi da agência de turismo CVC, que captou R$ 541 milhões em dezembro de 2013.
O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, já admite chance de este ano terminar sem ter nenhuma abertura de capital. Até a renda fixa já deixou o mercado acionário para trás em 2014.
Leia a matéria do Infomoney sobre a renda fixa:
SÃO PAULO - A bolsa de valores melhorou muito em relação ao ano passado, mas continua “tomando um baile” das aplicações de renda fixa, como o CDB, o CDI e a poupança. Neste semestre, o CDB de bancos de 1ª linha foi a melhor aplicação, com uma valorização de 5,17%.
Em seguida, aparece o investimento em CDI, com alta de 4,78% e o investimento na poupança, com alta de 3,40%. Depois das aplicações em renda fixa, aparece o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, que subiu 3,22%, seguido do Ouro, com valorização de 3,20%, e o Ifix, principal índice dos fundos imobiliários, que teve elevação de 0,95% entre janeiro e junho. Por último aparece o investimento em dólar, com queda de 1,37%.
De acordo com Ricardo Zeno, diretor da AZ Investimentos, em ano eleitoral existe uma certa pressão em cima do governo, afinal o mercado está com uma aversão à ele, por conta de tudo que foi feito, em termos de intervenções e falta de transparência. “A falta de bons números causa essa fraca expectativa com o mercado, o que prejudica a confiança e consequentemente o mercado acionário”, explicou.
Para o especialista, daqui até as eleições vai continuar assim. “Os investidores vão continuar na renda fixa, para se proteger da volatilidade. E, querendo ou não, no atual cenário, ela é um mercado atraente, porque a renda variável não está performando bem”, completou.
Os melhores do mês
Levando em consideração apenas o último mês, de junho, o Ibovespa aparece como melhor aplicação, com uma alta de 3,41%, seguido do ouro, que ganhou 3,09%, e do Ifix, que valorizou 1,31%.
Depois vem as aplicações de renda fixa, estrelas do ano, o CDB, o CDI e a poupança, que subiram 0,86%, 0,78% e 0,57%, respectivamente. Na lanterninha ficou o dólar, que recuou 1,37% em junho.
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