O mercado ganha se o Brasil perde. E se o Brasil ganha, o mercado…
Compartilhe
879 visitas - Fonte: Tijolaço
Com a dica do professor de economia Cássio Moreira, reproduzo o insuspeito artigo da colunista Raquel Landim, da Folha, hoje.
É o que a gente tinha dito aqui quando falou que a “turma da bufunfa” seca a seleção brasileira para lucrar com a frustração dos brasileiros.
Ou como “torce” por pesquisas que empurrem Dilma para baixo.
É o outro lado de um terrorismo que, na falta de crises na organização da Copa, torce até por desastres que entristeçam e tirem o brilho da festa.
Torcem, como torcem por inflação, recessão, apagão ou qualquer coisa que faça o Brasil se sentir em crise.
É a turma do “quanto pior, melhor” da qual a Dilma falou ontem.
Nunca se viu misturarem tanto futebol com política.
Que ”Lobo de Wall Street”, que nada.
Perto dos “Urubus da Bovespa” o personagem é um santinho.
E tolo é quem acha que eles pararam com a “uruca”…
São todos Colômbia desde criancinha…
Brasil nas quartas aquieta ‘urubus’ do mercado financeiro
Raquel Landim, na Folha
A “Copa das Copas” conquistou até os piores “urubus” do mercado financeiro. Com o Brasil nas quartas de final, os investidores perderam a esperança de lucrar com a derrota e pararam de “secar” a seleção.
Antes de a competição começar, a expectativa era que um colapso na organização e/ou um vexame em campo, como a eliminação do Brasil logo no início, poderiam impulsionar o preço das ações.
O ciclo seria o seguinte: um desastre na Copa recrudesceria o pessimismo, diminuindo as chances de reeleição de Dilma, e favoreceria as ações das estatais. Esses papeis estão sendo prejudicados pelo intervencionismo do governo na economia.
Essa avaliação pipocou em relatórios e declarações de analistas antes da Copa. Passado o sufoco da partida contra o Chile, que o Brasil venceu nos pênaltis, o jogo virou.
“O ponto mais perigoso já passou. Estamos perto de um momento em que uma performance da seleção será satisfatória, mesmo que não ganhe a Copa”, diz Jorge Mariscal, chefe de análise para mercados emergentes do banco suíço UBS.
O mercado agora faz a conta do efeito contrário. Se o Brasil passar pela Colômbia hoje, pela semifinal e erguer a taça no fim da semana que vem, Dilma vai subir nas pesquisas e a Bolsa pode cair?
“Se o Brasil for bem, favorece o governo. Mas ainda não está claro quando tempo vai durar o efeito Copa nas intenções de voto e no mercado”, diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.
Os investidores estão atentos às pesquisas eleitorais. Nesta quinta-feira (3), o Datafolha divulgou um aumento nas intenções de voto em Dilma para 38%.
Mas a oposição também cresceu e os demais candidatos somados chegaram aos mesmos 38% -o que significa mais chances de segundo turno. O mercado se animou e o Ibovespa subiu 1,59%.
A percepção dos analistas é que um sucesso na Copa renderá dividendos eleitorais para Dilma apenas no curto prazo, porque a economia continua decepcionando e a indústria vai muito mal.
Para André Sacconato, diretor de pesquisa da Brain (Brasil Investimentos e Negócios), o Brasil teve um avanço institucional e as pessoas hoje diferenciam futebol, economia e governo. “Essa história de que o futebol é o ópio do povo está, felizmente, cada vez mais distante”, diz.
Ópio do povo não é, mas “barato” do mercado, nem tanto…
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
