No balanço da Copa, governo destaca superação de desafios e ataca pessimismo
Número de turistas ultrapassou 1 milhão, 16,7 milhões passaram pelos aeroportos, mais de 3,42 milhões foram aos estádios e Brasil só fracassou no campo, ao perder de 7 x 1 da Alemanha
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783 visitas - Fonte: Rede Brasil Atual
O Brasil recebeu durante a Copa do Mundo 1.015.035 turistas estrangeiros e 3.065.397 brasileiros se deslocaram pelo país durante a realização da competição. Os aeroportos registraram a passagem de 16,7 milhões de passageiros. “Os prognósticos eram os mais terríveis: não vai ter Copa e vai ser a Copa do caos. Os estádios não ficariam prontos, não teríamos aeroportos e não teríamos a capacidade de receber os turistas. Nós derrotamos essa previsão pessimista e realizamos, com a imensa contribuição do povo, a Copa das copas”, disse a presidenta Dilma Rousseff hoje (14), em evento em que, com representantes de 16 ministérios, o governo federal apresentou o balanço da competição, realizada entre 12 de junho e ontem.
A presidenta comentou a desclassificação diante da Alemanha na semifinal, quando a seleção brasileira sofreu a maior derrota de sua história, por 7 x 1. “Acredito que tudo é superação. A derrota é a mãe de todas as vitórias”, afirmou. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, avaliou que a seleção “tem todas as condições de se recuperar dessa tragédia futebolística.”
O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, também comentou a partida. “Perdemos a taça, mas o Brasil ganhou a Copa”, declarou, sobre o sucesso com que o governo encara a organização e realização do evento. Segundo ele, dados indicam que cerca de 95% dos estrangeiros que vieram ao Brasil pretendem voltar no futuro. O total de público superou os 3,42 milhões nos estádios.
O governo considera que uma das vitórias mais importantes foi a eficiência do sistema de energia do país, que não registrou nenhum incidente no fornecimento aos estádios na realização das partidas. O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, informou que houve 200 obras de grande porte para garantir a segurança energética.
Outro ponto considerado fundamental para a boa avaliação da Copa no Brasil por participantes e imprensa estrangeiros, comemorado pelo Planalto, foi o bem-sucedido funcionamento do sistema de transmissão e mídia durante a competição. A Telebrás montou uma rede de 15 mil quilômetros de fibras óticas nos locais onde foram necessárias para a transmissão dos jogos. “Tivemos 517 horas de transmissão, sem interrupções”, festejou Paulo Bernardo, ministro das Comunicações. Segundo ele, o Facebook registrou mais de 3 bilhões de interações sobre a Copa. “Foi o maior evento de redes sociais do planeta.”
De acordo com o balanço, 64% dos ingressos da Copa foram utilizados por brasileiros e 36% pelos estrangeiros. O ministro do Turismo, Vinicius Lages, afirmou que os dados levantados pela pasta dão conta de que 83% dos turistas estrangeiros consultados reconhecem que suas expectativas foram plenamente atendidas e 98,1% avaliaram a hospitalidade positivamente. A segurança pública teve avaliação positiva de 92%, enquanto 90% consideraram positiva a informação turística e 89% aprovaram o transporte público.
Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o planejamento foi o principal responsável pelo sucesso da segurança. “Começamos a planejar em agosto de 2011.” Ele disse que foram criadas unidades regionais de comando. O planejamento foi baseado em experiências internacionais. Cardozo afirmou que foram investidos R$ 1,113 bi em segurança. "Desses, R$ 900 milhões foram para os estados e o restante para as forças de segurança."
Durante o torneio, atuaram 116.579 homens e mulheres, sem contar as Forças Armadas. No total, o contingente foi de 177 mil homens, fora forças de contingência, que poderiam entrar em ação em situações especiais, o que não foi necessário.
Para Cardozo, o principal legado é a integração entre as forças. “Rompemos a cultura de isolacionismo dos órgãos de segurança do país. Quando todos se sentaram, iniciamos um momento histórico, de romper com esse isolacionismo causado por questões políticas e corporativas. Iniciamos uma mudança de mentalidade.”
Celso Amorim, ministro da Defesa, foi outro que comemorou a integração. “Se pudesse resumir em uma palavra, é integração, em todos os níveis, federal, estadual e quando necessário também o municipal.”
Segundo o governo, durante cada jogo havia nos céus dois aviões Super Tucanos, um F5 e dois aviões radares. Em cada cidade marítima, uma fragata ou uma corveta ou equivalentes.
Para o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco, o país realizou “o maior investimento em estrutura aeroportuária que o Brasil já viu”. Segundo ele, o período da Copa registrou índice médio de atraso de 7,46 minutos.
O sucesso no atendimento médico foi comemorado pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro. Os dados mostram que houve “apenas” 17.042 atendimentos de saúde relacionados à Copa , 7.055 nas arenas, a grande parte casos muito simples. Dos casos nos estádios, 97,3% foram resolvidos nos locais. Foram 613 remoções. “Apenas 0,2% dos turistas necessitaram de atendimento. As estatísticas dão conta de que em média esse número varia de 1% a 2%”, disse Chioro. “Brasil sai muito mais qualificado para trabalhar com eventos de massa.”
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