Pimentel quer alavancar economia da zona da mata
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749 visitas - Fonte: Brasil 247
Candidato pelo PT afirmou que "a Zona da Mata é um bom exemplo de como o governo estadual não criou um projeto de desenvolvimento econômico de Minas"; "Se tomarmos como base o nosso PIB, veremos que Minas depende basicamente da exportação de minério de ferro e de café. Se tirarmos esses dois produtos, vamos cair da terceira posição, em que a gente se encontra, para a 14ª ou 15ª posição entre os estados brasileiros", disse Fernando Pimentel
Em entrevista nesta segunda-feira, 14, à Rádio Solar AM, de Juiz de Fora, Fernando Pimentel (PT) propôs políticas de diversificação da economia mineira como forma de levar desenvolvimento a todas as regiões do Estado. "A Zona da Mata é um bom exemplo de como o governo estadual não criou um projeto de desenvolvimento econômico de Minas Gerais. Se tomarmos como base o nosso PIB, veremos que Minas depende basicamente da exportação de minério de ferro e de café. Se tirarmos esses dois produtos, vamos cair da terceira posição, em que a gente se encontra, para a 14ª ou 15ª posição entre os estados brasileiros", afirmou o candidato a governador.
Pimentel observou que existe uma discrepância entre o desenvolvimento do Brasil e o de Minas e por isso propõe aos mineiros um projeto integrado de desenvolvimento econômico e social, com enfoque regionalizado. "Nossa meta é recuperar o atraso em que a Zona da Mata e outras regiões se encontram, inibindo disparidades e promovendo o que os mineiros querem: prosperidade, saúde, educação e desenvolvimento econômico", explicou.
Questionado sobre a ociosidade do Aeroporto Regional de Goianá, a 45 quilômetros de Juiz de Fora, Pimentel disse que a pequena oferta de vôos regulares só poderá ser revertida quando houver um crescimento econômico robusto na região. "O que vem primeiro, o ovo ou a galinha? O aeroporto ou o desenvolvimento econômico? Eu acredito que as duas coisas devem andar em paralelo. Mas não foi assim que aconteceu nos últimos anos. O aeroporto nós já temos. Agora vamos gerar condições para ele ser usado como deveria", afirmou Pimentel, lembrando que Minas precisa repetir o que aconteceu no cenário nacional, onde o número de passageiros em viagens de avião saltou de 71 milhões, em 2005, para 111 milhões no ano passado
O Aeroporto Itamar Franco, em Goianá, que custou R$ 171 milhões, chegou a ficar nove meses sem vôos regulares. Em março deste ano, houve uma tímida retomada, com dois horários por dia para Belo Horizonte de segunda a sábado e uma frequência no domingo, também para a capital mineira.
Na opinião de Pimentel, a Zona da Mata deve explorar o potencial e a vocação existentes para impulsionar a retomada do crescimento. Citando Juiz de Fora como exemplo, ele afirmou que a cidade, por ser um importante polo educacional, poderia ter a economia criativa incentivada para se transformar no grande motor de desenvolvimento da região. "Ancorar a expansão e atrair empresas em torno dos campi das universidades é um modelo de crescimento. Podemos fazer isso", afirmou.
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