Documentos revelam fraude internacional para Globo sonegar impostos da Copa na TV
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1034 visitas - Fonte: Rede Brasil Atual
O Miguel do Rosário revela, em seu O Cafezinho, os detalhes do processo original que desapareceu da Receita Federal.
E que agora ressurgiu.
A transação tem ares de quadrilha internacional, simulando negócios para permitir que a operação verdadeira – a compra dos direitos de transmissão dos jogos da Copa de 2002 no Brasil escapasse dos impostos no Brasil, sem falar nas transações obscuras que podem estar envolvidas na própria cessão da Fifa da autorização de exclusividade do televisionamento do torneio.
Vou resumir a história como é narrada, com provas fartas, no processo “sumido”, que agora reaparece, embora eu duvide que o Ministério Público vá tomar qualquer atitude.
A Fifa entregou a International Sports Media and Marketing, um braço da conhecida ISL, que foi indiciada na Justiça suíça por fraudes e falsificação de documentos.
A ISMM vendeu, em 29 de junho de 1998, à TV Globo e a Globo Overseas, empresa da Globo na Holanda (leia a seguir), os direitos de transmissão daquela Copa em oito parcelas, a última a vencer em 2002.
Quem pagou foi a Globo Overseas, repito, sediada na Holanda, mas controlada integralmente pela Globinter, uma empresa de fachada, que funcionava numa caixa postal nas Antilhas Holandesas, paraíso fiscal no Caribe.
A Globinter, por sua vez, é controlada pela Globo Radio, empresa das Ilhas Cayman, adivinhe, um paraíso fiscal.
Pagou com dinheiro supostamente tomado de uma tal Power Company, com sede no Uruguai. Que é, por sua vez, propriedade da holding Globopar (controladora) da TV Globo.
Não se perca, calma.
Aí a Globinter, das Antilhas Holandesas, cria uma nova empresa, em outro paraíso fiscal, as Ilhas Virgens Britânicas, a Empire Investment Group, integralizando o capital com os direitos de transmissão da Copa.
Como a Globinter é dona da Globo Overseas, pôde passar os direitos à Empire.
A Globinter, então, “vende” a Empire à TV Globo ao Brasil e, com isso, vão os direitos televisivos.
A Empire some do mapa.
E a Globo forma uma nova empresa no Brasil, a GEE Ltda, que tem como capital estes mesmos direitos.
Vende, então, 30% destes direitos, na forma de participação societária na GEE, para a Globosat, que controla seus canais de TV a cabo.
E a GEE também morre e seu espólio, a transmissão da Copa, finalmente fica, oficialmente, nas mãos da TV Globo e da Globosat (cabo).
Para que todo este transeté no molho do piqueretê de faz-desfaz-compra-vende de empresas?
Para remeter, à guisa de empréstimos, adiantamentos e compras de cotas de capital nestas empresas de fachada os recursos com os quais se compraram estes direitos de transmissão da Copa.
Ou seja, para produzir uma fraude fiscal de R$ 615 milhões, na época, ou R$ 1,2 bilhão, hoje.
Mas, como o Brasil é um país iluminado, um belo dia uma escriturária da Receita Federal, sem mais nem porquê, volta de suas férias na repartição e rouba o processo contra a Globo.
Por nada, por nada, só porque lhe deu na telha.
E o nosso Ministério Público, nossa mídia e nosso Judiciário se satisfazem com essa explicação.
Só os blogueiros sujos, estes recalcados, não se conformam com essa conversa.
Veja aí embaixo os documentos.
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