Desempenho do PT em SP, RJ, BA e PR afeta Dilma
Compartilhe
738 visitas - Fonte: Brasil 247
Performance dos candidatos a governador Alexandre Padilha, em São Paulo, Lindbergh Farias, no Rio de Janeiro, Rui Costa, na Bahia, e Gleisi Hoffmann, no Paraná, afeta presidente Dilma Rousseff nas pesquisas; promessas de boas decolagens não se concretizaram; nos quatro Estados que reúnem mais de 40 milhões de votos, petistas estão nas últimas posições ou perdem espaço para adversários; com palanques frágeis onde o PT sempre foi forte, Dilma terá de contar com a recuperação de seu partido para evitar 2º turno; o PT vai reagir?
O plano não está saindo como o que foi projetado. A ideia inicial do PT era poder vencer as eleições para governador em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia, mas as pesquisas, a esta altura, mostram uma realidade bastante diferente.
Em São Paulo, o candidato a governador Alexandre Padilha patina com 4% de intenções de votos, segundo a pesquisa Datafolha, na última posição da corrida ao Palácio dos Bandeirantes. No Rio de Janeiro, o senador Lindbergh Farias acaba de perder a terceira posição que vinha ostentando, superado pelo governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB. Na Bahia, o deputado Rui Costa não vai conseguindo enfrentar a frente de partidos encabeçada por Paulo Souto, do DEM. A oposição ao governador Jacques Wagner já fala em vencer no primeiro turno. O desempenho do PT nos três Estados que reúnem mais de 35 milhões de eleitores tem uma grande prejudicada: a candidata à reeleição Dilma Rousseff.
Também não as melhores as notícias do Paraná, onde a ex-ministra Gleisi Hoffmann, que começou a disputa eleitoral com todo o gás, enfrenta agora o crescimento do ex-governador Roberto Requião, do PMDB, na busca por uma vaga no segundo turno contra o governador Beto Richa, do PSDB.
A julgar pelo Datafolha divulgado ontem, a presidente está sendo afetada pelo desempenho dos petistas. Além de não conseguir escalar novos patamares no índice do instituto – oscilando negativamente para 36% de intenções de votos, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais -, Dilma perdeu força nas grandes cidades e não tem, no momento, palanques fortes o suficiente para reverter a situação de imediato.
A exceção entre a fragilidade que a cerca é o candidato Fernando Pimentel, em Minas Gerais. Sem bater de frente na administração do governador tucano Antônio Anastasia, Pimentel vai conseguindo manter a liderança nas principais pesquisas, mesmo sem avistar, ainda, uma vitória em primeiro turno.
Em São Paulo, ao contrário, quem já vislumbra uma eleição tranquila é o governador tucano Geraldo Alckmin. Trata-se, ali, da situação que vai se mostrando, dentro de um quadro ruim, a mais negativa para a candidatura da presidente. Já se detecta que Alckmin começa a transferir votos para o presidenciável tucano Aécio Neves.
No Rio de Janeiro, Aécio se beneficia do racha do PMDB em relação a Dilma. O governador Luiz Fernando Pezão está crescendo nas pesquisas, e já deixa para trás o senador petista Lindberg Farias. A chamada chapa Aezão está funcionando, e Dilma não se beneficia em nada dela.
Na Bahia, a frente de centro-direita montada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, em benefício de seu correligionário Paulo Souto, do DEM, está empurrando o deputado petista Rui Costa para o córner. No interior e na capital, a presença maior da coligação adversária já leva o candidato a senador Geddel Vieira Lima, do PMDB, a afirmar ao 247 que a eleição será resolvida em primeiro turno – contra o governador Jacques Wagner e a presidente.
Enquanto os candidatos do PT não melhorarem suas performances, não há palanques fortes o suficiente, nos maiores Estados, em apoio à Dilma. A exceção é Minas Gerais, onde a realidade, para os petistas, está se mostrando melhor do que as projeções. Aproveitando-se dos erros do PSDB local, mas sem atacar diretamente o governador Antonio Anastasia, o ex-ministro Fernando Pimentel vai liderando a corrida sem sofrer grande ameça, ainda que não vislumbre um vitória em primeiro turno.
Diante dessa situação de problemas generalizados – e de difícil solução – nos principais terrenos eleitorais do País, Dilma vai contando cada vez mais com seus próprio esforços para manter suas chances, ainda vivas, de resolver a disputa em primeiro turno. Quem vai pode ajudá-la?
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
