'Farei reformas na primeira semana', diz Campos à CNI
Compartilhe
926 visitas - Fonte: Brasil 247
Em sabatina na Confederação Nacional da Indústria, presidenciável pelo PSB promete, a uma plateia de empresários, entregar reforma do sistema tributário na primeira semana de seu governo, caso seja eleito; "A reforma tributária tem que ser feita no primeiro semestre de 2015", disse; ao criticar a gestão econômica da presidente Dilma Rousseff, Eduardo Campos diz que concessões "foram feitas a contragosto" e que "produtividade não vai aumentar com distribuição partidária de ministérios"; ex-governador de Pernambuco prometeu ainda "renovar a velha política que já faliu a vida dos brasileiros"
Sabatinado por empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, prometeu apresentar na primeira semana de seu governo, caso seja eleito em outubro, uma proposta de reforma tributária para o País. "A reforma tributária tem que ser feita no primeiro semestre de 2015", disse. A entidade, presidida por Robson Andrade, promove nesta quarta-feira 30 debate de propostas com os três presidenciáveis melhor colocados nas pesquisas. Aécio Neves (PSDB) é sabatinado no final da manhã e a presidente Dilma Rousseff às 15h20.
Ao criticar a gestão econômica de Dilma, afirmou que parece que a gestão da petista "fez concessões a contragosto" e disse que "a produtividade não vai aumentar com distribuição partidária de ministérios". Campos apontou queda na qualidade de vida dos brasileiros e ressaltou necessidade de "não se tratar só da logística de produtos, mas na logística das pessoas". Eduardo Campos apontou que é preciso coragem para mudar de verdade. "O País não suporta mais essa divisão [entre PT e PSDB] que está aí há vinte anos".
Em novo discurso contra o que chama de "velha política", Eduardo Campos prometeu que "renovará" o atual sistema político brasileiro e ressaltou que as circunstâncias que cercam a presidente Dilma e o candidato Aécio Neves são a de "conservar a velha política". "Eu respeito a candidata Dilma, respeito o candidato Aécio, mas a vida da gente são as nossa circunstâncias e as circunstâncias que cercam os dois são a de conservar a velha política, que já faliu a vida dos brasileiros", disse.
"Eu vou renovar a política no Brasil, eu renovei a política no meu estado, é possível fazer", prometeu o ex-governador de Pernambuco, bastante aplaudido. Campos acrescentou que "a primeira de todas as mudanças" que o Brasil reivindica é a "mudança política", fazendo críticas ao atual número de ministérios (39) no governo Dilma e a troca de favorecimentos.
Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a apresentação e respostas de Campos na CNI:
Campos diz que atual modelo político do país "esclerosou e faliu"
Ivan Richard – Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, disse há pouco a empresários da indústria que o atual modelo político do país, baseado na coalizão de partidos, "esclerosou e faliu" e, por isso, precisa ser revisto para viabilizar as mudança que possibilitem tornar o país mais competitivo. "Precisamos compreender que a solução antes da economia é na política", disse. Além de Campos, foram convidados para a sabatina os candidatos de PSDB, Aécio Neves, e do PT, Dilma Rousseff.
Durante abertura de sabatina dos presidenciáveis promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Campos prometeu comandar uma reforma política que acabe com "essa lógica patrimonialista, fisiologista e atrasada que tem a cabeça no século 19".
"Não tem solução para o que está aí, sem um debate político profundo no Brasil. O padrão político de governança esclerosou, faliu e não vai dar uma nova agenda de competitividade para a economia brasileira. O novo padrão político que se exige é um software que compreenda o que acontece no mundo para levar o Brasil a um ambiente seguro para investir e que anime os investidores", discursou Campos.
Ministro no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Campos criticou o atual modelo de gestão petista que, segundo ele, levará o país para trás. "O presidencialismo de coalização não vai levar o Brasil a um bom lugar. Só levará o Brasil para trás. Eu tenho a confiança de dizer aos empreendedores brasileiros que eu e a Marina [Silva, indicada a vice] representamos a única possibilidade de quebrar o presidencialismo de coalizão e unir o país em torno de uma nova visão de desenvolvimento e governança".
Campos disse que o Brasil vive o desafio do desenvolvimento industrial para fazer o setor sair da estagnação. "Essa é uma situação que exige de nós uma reflexão profunda, mais do que uma simples crítica ou buscar culpados e responsáveis. Responsáveis somos todos nós. Temos potencialidades enormes, temos desafios antigos e novos criados na conjuntura mais recente do país por uma governança macroeconômica que precisa ser revista".
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
