Escolas Públicas fecham por falta de água em Minas.
Articulação do Semiárido critica omissão do governo estadual frente à seca Representantes do movimento, que congrega mais de mil entidades em nove estados, denunciam o fechamento de escolas por falta d’água
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Em encontro neste sábado, 02, em Montes Claros, no Norte de Minas, líderes da Articulação do Semiárido (ASA) apresentaram ao candidato Fernando Pimentel (PT) demandas para o problema da seca na região. A coordenadora nacional da ASA, Walquiria Lima, elogiou o programa Água para Todos, do governo federal, e cobrou ações complementares do governo mineiro.
"Muitas escolas estão fechando por falta de água. Temos a preocupação com o abastecimento primário e também precisamos pensar na água apara a agricultura familiar. O Água para Todos tem mudado a realidade do Semiárido, mas o governo do estado precisa repensar sua atuação", declarou Valquiria.
Pimentel garantiu que, se eleito governador, enfrentará a questão com o apoio e participação de toda a sociedade. "Se não fosse o governo federal com o programa Água Para Todos, teríamos uma situação gravíssima. Do Água para Todos, o governo investiu R$ 350 milhões e o governo de Minas não conseguiu executar 10% do previsto", afirmou o candidato da Coligação Minas Pra Você.
Nos últimos anos, o governo federal, através do Ministério da Integração Nacional, realizou convênios com o governo de Minas no valor de R$ 600 milhões para instalação de poços artesianos, barragens e adutoras. Pelo menos R$ 250 milhões foram repassados para a implantação de 23 mil cisternas, mas o governo de Minas não conseguiu executar nem mil obras.
Por falta de execução, o último repasse de R$ 100 milhões para a construção de barragens subterrâneas foi suspenso por falta de execução. Agora, vai ficar a cargo do governo federal, por meio do Dnocs e da Codevasf. Durante o encontro com representantes do semiárido, Pimentel propôs a criação de coordenadorias regionais de governo para facilitar a interlocução com a sociedade e implantar uma de suas principais propostas: a territorialização das políticas públicas.
"Não vamos criar órgãos nem aumentar o governo. Vamos criar coordenações regionais de governo, onde representantes do governador vão trabalhar junto à sociedade civil organizada. Vamos ser um governo itinerante, que funcione de maneira descentralizada", disse Pimentel. A proposta foi aplaudida pelos representantes, que destacaram a importância do problema da seca ser discutido culturalmente e socialmente.
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