Dieese: preços de itens da cesta básica caem em todas as capitais pesquisadas
Segundo o instituto, resultado de julho foi influenciado por quedas de produtos como tomate, batata, feijão, óleo de soja, farinha de mandioca (no Norte e Nordeste), carne bovina e açúcar
Compartilhe
681 visitas - Fonte: Rede Brasil Atual
Os preços dos produtos da cesta básica mantiveram tendência de queda e caíram em julho nas 18 capitais pesquisadas pelo Dieese, com destaque para Brasília (-7,16%), Curitiba (-7,11%), Porto Alegre (-5,88%) e Natal (-5,27%). Segundo a pesquisa divulgada hoje (6), o maior valor foi apurado em Florianópolis (R$ 346,99), mesmo com variação de -1,91%, e o menor, em Aracaju (R$ 239,72).
Com base na cesta mais cara, o Dieese calculou em R$ 2.915,07 o salário mínimo para as despesas básicas mensais de um trabalhador e sua família. Em julho, esse valor correspondeu a 4,03 vezes o mínimo oficial (R$ 724). A proporção é um pouco menor que a de junho (4,11 vezes) e a de julho do ano passado (4,06).
A jornada média necessária para adquirir os gêneros essenciais também diminuiu, para 92 horas e três minutos, ante 96 horas no mês anterior. Em julho de 2013, esse período foi de 92 horas e 56 minutos.
"Em julho, os recuos dos preços foram dos preços da cesta básica foram influenciados principalmente pelo comportamento dos seguintes produtos: tomate, batata, feijão, óleo de soja e farinha de mandioca nas regiões Norte e Nordeste, além de carne bovina e açúcar", diz o instituto.
No ano, a maioria das capitais (16) ainda registra alta. Isso acontece também no acumulado em 12 meses, até julho, com elevações de 22,17% em Florianópolis, 10,37% em Curitiba e 9,81% no Rio de Janeiro. A única retração nesse intervalo foi apurada em João Pessoa (-1,79%).
A batata teve redução de preço em julho em todas as cidades do Centro-Sul, chegando a -39,94% em Brasília, -30,86% em Goiânia, -30,42% no Rio de Janeiro e -30,36% em Vitória. Em 12 meses, também cai em todas as cidades. "Além da safra das secas, nas regiões de Curitiba, São Mateus do Sul, Irati e Ponta Grossa (PR), Ibiraiaras (RS) e Sul de Minas Gerais, em Vargem Grande do Sul (SP), a colheita foi iniciada no início de julho, e, apesar da menor produtividade, tem abastecido o mercado interno, com redução do valor do tubérculo no varejo", informa o instituto.
O preço do tomate também recuou nas 18 cidades pesquisadas. Essa queda variou de -2,03%, em Manaus, a -33,12% em Brasília. No acumulado em 12 meses, a situação é inversa, com alta em 17 municípios, à exceção de Campo Grande (-25,4%). Os aumentos chegaram a 71,35% em Natal e 54,17% em Belo Horizonte. "A oferta do produto aumentou, com as colheitas do norte do Paraná e de Sumaré (SP), que abasteceram o mercado interno, o que pode explicar a queda de preço em todas as cidades", analisa o Dieese.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
