'Pretendemos não sair mais das ruas até votação do plebiscito', diz deputado
Ativistas pretendem obter mais de 10 milhões de assinaturas em consulta popular 'por uma constituinte exclusiva e soberana do sistema político' para 'destravar as transformações profundas'
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893 visitas - Fonte: Rede Brasil Atual
Entidades, sindicatos, movimentos sociais e representantes de partidos políticos promoveram na tarde desta terça-feira (12) um ato político no centro de São Paulo pelo Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. O ato, que também comemorou o Dia Internacional da Juventude, foi realizado em frente ao Teatro Municipal e contou com cerca de 800 manifestantes, com o objetivo de conscientizar a população da necessidade de participar do plebiscito, que será realizado em todo o país entre 1º e 7 de setembro de 2014. Os ativistas percorreram as ruas do centro. A caminhada terminou na praça da Sé. “Pretendemos, a partir de agora, não sair mais das ruas até a votação do plebiscito”, disse o deputado federal Renato Simões (PT-SP).
O plebiscito, que não terá caráter oficial, conterá uma única pergunta: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político?”
O movimento pelo plebiscito e pela reforma política tem como uma das principais bandeiras o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais e é inspirado nas manifestações de junho de 2013. Na ocasião, a presidenta Dilma Rousseff sugeriu uma constituinte exclusiva, mas a ideia não foi encampada pelas lideranças no Congresso Nacional.
“Queremos destravar as transformações profundas” do sistema político brasileiro a partir “da energia social (dos protestos do ano passado) para canalizar a reforma”, discursou Thiago Aguiar, do Movimento Juntos.
Para os ativistas, apenas a reforma política feita por um parlamento eleito exclusivamente com esse fim pode produzir uma representação real da sociedade brasileira no Congresso Nacional.
A intenção é conseguir mais de 10 milhões de votos, número atingido pelo plebiscito popular realizado em 2002 contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), considerado pelos ativistas a principal referência. Na época, a consulta teve a participação de 10.149.542 de cidadãos, dos quais 9.979.964 (98%) disseram não à assinatura do acordo com a Alca, de interesse dos Estados Unidos, que acabou sendo descartada em 2005, na Cúpula das Américas, realizada na Argentina.
Segundo as entidades que organizam o plebiscito, já foram instalados mais de 800 comitês em todos os estados brasileiros, sendo, aproximadamente, 150 em São Paulo. “Teremos milhares de comitês populares espalhados pelas ruas”, disse a militante do PT Misa Boito, candidata do partido a uma vaga na Assembleia Legislativa paulista.
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