Noblat: Lula considerava Campos como filho adotivo
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744 visitas - Fonte: Brasil 247
Colunista Ricardo Noblat lembra tentativa do ex-presidente Lula de transformar Eduardo Campos, pouco antes das eleições municipais de 2012, no vice da chapa pela reeleição de Dilma Rousseff: “A mais de uma pessoa nos últimos dois anos, Lula confidenciou que tinha Eduardo como uma espécie de filho político adotivo”, disse
O colunista Ricardo Noblat lembrou a tentativa do ex-presidente Lula de reaproximar Eduardo Campos (PSB) do PT pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, Lula o considerava como um filho adotivo. Leia:
Eduardo, o filho adotivo de Lula, por Ricardo Noblat
Pouco antes das eleições municipais de 2012, Sigmaringa Seixas, ex-vice-governador do Distrito Federal pelo PT, foi despachado por Lula ao Recife com uma tarefa que o ex-presidente considerava difícil, mas não impossível: convencer Eduardo Campos, então governador de Pernambuco pela segunda vez, a desistir da ideia de se lançar candidato à sucessão de Dilma dali a dois anos.
Até então ainda não se falava de público na candidatura de Eduardo pelo partido que ele presidia – o PSB. Eduardo recebeu Sigmaringa no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco. Conversaram sozinhos durante mais de duas horas. Sigmaringa retornou a Brasília no mesmo dia. Orientado por Lula, acenara para Eduardo com a hipótese de ele compor como vice a chapa de Dilma à reeleição.
Eduardo recusou a proposta. Alegou que não deixaria o governo para ser vice. Os pernambucanos não entenderiam seu gesto. Então Sigmaringa jogou na mesa o que imaginou que fosse um trunfo: Lula estava disposto a apoiar Eduardo para presidente em 2018. Em troca, Eduardo fecharia com a reeleição de Dilma.
- Obrigado, mas não topo – descartou Eduardo.
- Mas por quê? – insistiu Sigmaringa.
- Confio na palavra de Lula, mas não confio na palavra do PT – respondeu.
Aquela foi a maneira elegante que ele achou de dizer não a Lula. Na verdade, nem na palavra de Lula acreditava mais desde que o PT de Pernambuco desfizera o acordo com o PSB para disputar a prefeitura do Recife naquele ano. Estava combinado que o PT apoiaria o candidato de Eduardo. Com o consentimento de Lula, o PT preferiu ter candidato próprio.
A mais de uma pessoa nos últimos dois anos, Lula confidenciou que tinha Eduardo como uma espécie de filho político adotivo. E que esperava contar com ele para reeleger Dilma. Pai e filho não se falavam há mais ou menos seis meses.
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