'Marina cedeu aos setores mais reacionários'
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659 visitas - Fonte: Brasil 247
A presidenciável pelo PSOL, Luciana Genro (RS), voltou a criticar duramente a sua adversária Marina Silva (PSB) ao dizer que a ex-senadora "se rendeu aos agronegócio ao defender os transgênicos e aos banqueiros ao defender a autonomia do Banco Central"; "Ele cedeu aos setores mais reacionários da política nacional e jogou no lixo o seu programa LGBT e a luta contra a homofobia 24 horas após quatro twittes do pastor Silas Malafaia", disparou Luciana
Dona de belos olhos azuis, madeixas-afro, com um sotaque gaúcho inconfundível, a bela Luciana Genro diz, com exclusividade ao Diário da Manhã, que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PSB) rendeu-se ao mercado privado e não representa o novo. Advogada e professora, a candidata do Partido Socialismo e Liberdade (PSol) ao Palácio do Planalto abençoa a proposta de realização de uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva para aprovar uma Reforma Política com financiamento público de campanhas eleitorais.
Além de aprovar a regulação social da mídia, é, hoje, a única a defender a revisão da Lei de Anistia. Para que as graves violações dos Direitos Humanos ocorridas à época da ditadura civil e militar (1964-1985) não fiquem impunes. A sua referência é a resolução da Corte Interamericana de Direitos Humanos que classifica a tortura crime imprescritível e o desaparecimento forçado, método universalizado no Cone-Sul nas décadas de 1960, 1970 e 1980, crime de sequestro permanente, continuado, não passível de anistia ou perdão.
Filha do atual governador do Rio Grande do Sul que disputa a reeleição com reais chances de vitória, o petista Tarso Genro, considerado o nome mais qualificado e à esquerda do PT Institucional, ela já exerceu os mandatos de deputada estadual e federal, abriu, com Heloísa Helena, a ex-senadora barulhenta da CPMI do mensalão, escândalo que abalou as hostes petistas no turbulento anos de 2005, uma dissidência no Partido dos Trabalhadores e fundou, em 2014, o PSol, legenda que possui, hoje, três deputados federais e um senador.
História
Integrante da tendência interna Movimento de Esquerda Socialista (Mes), que sofre influências das ideias do revolucionário ucraniano, nascido em 1879 em Yanovka, mas que liderou a insurreição vermelha de outubro de 1917 na Rússia, Liev Davidovich Bronstein, Leon Trotsky, a ex-parlamentar afirma ao Diário da Manhã, sob os olhares atentos dos militantes socialistas Weslei Garcia, Cíntia Dias, Elber Sampaio, Reinaldo Pantaleão, Henrique Lemos e Fernando Leite que o socialismo ainda é uma utopia possível. Uma socialista radical que sonha com um novo amanhã.
Marina Silva
Esse é o caminho para manter tudo o que está. Até para piorar. A política proposta por Marina Silva, de manter o tripé econômico da "Era Fernando Henrique Cardoso", de responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação, trará arrocho nos gastos públicos. Em contradição com o humor das ruas, das manifestações públicas de maio, junho e julho de 2013. Que é mais verbas para a Saúde, para a Educação de qualidade e por um transporte público decente. Marina Silva propõe o oposto disso: a contenção de gastos para fazer o superávit primário. Trocando em miúdos: economia do dinheiro público para pagar juros da dívida pública.
Independência do BC
A proposta de Marina Silva de independência do Banco Central significa passar de papel passado a política monetária e financeira do País para o mercado, para o capital financeiro, para os bancos e os mercados. É o que definirá os empregos, o crédito, a inflação. É abrir mão do direito constitucional de governar de fato o Brasil.
Perfil
Quando Marina Silva saiu do PT, nós a procuramos, para estabelecermos um diálogo. Acreditávamos que ela estava fazendo uma ruptura à esquerda em relação ao PT, como nós fizemos com a criação do Partido Socialismo e Liberdade (PSol). De não aceitar governar com Sarney, com Collor. De não aceitar a continuidade da política econômica de Fernando Henrique Cardoso. Ela nos disse que não tinha identidade com a esquerda, com o PSol. Segundo ela, a sua ruptura era para unificar PT e PSDB. Hoje, as propostas que Marina Silva apresenta estão coerentes com a plataforma de quando ela saiu do PT.
Flexibilização do PSB
A flexibilização de seu programa é o resultado da cessão às pressões. Ela se rendeu aos agronegócio ao defender os transgênicos. Marina Silva já havia cedido às pressões dos usineiros, afirmando que era preciso aumentar o preço do álcool. A ex-ministra recuou em relação aos banqueiros ao defender a autonomia do Banco Central. Ele cedeu aos setores mais reacionários da política nacional e jogou no lixo o seu programa LGBT e a luta contra a homofobia 24 horas após quatro twittes do pastor Silas Malafaia.
Previsão
Se antes de ganhar as eleições ela já cede a essas pressões, imagine quando Marina Silva estiver governando!
Estratégia do PSol
A estratégia é aumentar nossa bancada. A ideia é fortalecer o PSol nos Estados. A minha missão é auxiliar o partido, em Goiás, a se desenvolver (Com Weslei Garcia, Cíntia Dias, Elber Sampaio, Fernando Leite, Henrique Lemos, Reinaldo Pantaleão). A tática é dobrar a nossa bancada federal e triplicar as bancadas estaduais. Independentemente do resultado das eleições porém, o PSol continuará nas lutas sociais urbanas e rurais. Para mudar o Brasil.
Diferenças políticas
Diferença total (entre Luciana Genro, Marina Silva, Aécio Neves e Dilma Rousseff). Elas (e Aécio Neves) defendem uma política econômica que beneficia os bancos. Em 2014, os bancos aumentaram os seus lucros. Uma política que privilegia o pagamento dos juros da dívida pública. Uma dívida ilegítima. Uma dívida que precisa ser auditada. De forma independente. Além de manter um sistema tributário que privilegia o capital e joga a crise em cima da classe trabalhadora.
Reforma Política
O PSol defende a realização de uma Reforma Política por uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva para abordar o tema. Para aprovar o financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais. Contra o abuso do poder econômico. A Consulta Popular e o MST deflagraram, e têm o nosso apoio, um movimento por uma Assembleia Constituinte Exclusiva para aprovar a Reforma Política. Para acabar com o financiamento privado, a desigualdade no tempo de televisão e rádio, a venda de partidos que se oferecem aos grandes.... Constituinte exclusiva para fazer as reformas estruturais... É fundamental para que tenhamos uma verdadeira democracia!
Federalização
A federalização da Celg é uma necessidade para que o abastecimento de energia ocorra de forma adequada. Mas é preciso garantir os direitos dos trabalhadores e dos usuários. Além de acabar com os aumentos abusivos das tarifas.
Projeto de poder
Os setores estratégicos da economia devem continuar sob tutela estatal.
Ditadura civil e militar
A nossa luta é para que a Lei de Anistia (Promulgada em 28 de agosto de 1979, por João Baptista Figueiredo, o general-presidente de plantão) não seja um obstáculo à persecução penal àqueles agentes públicos responsáveis crimes contra a humanidade, crimes hediondos, como torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados. Isso é uma determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos. À qual o Brasil aderiu voluntariamente.
Socialismo
Sem dúvida nenhuma. O socialismo sempre será uma possibilidade histórica. Enquanto o capitalismo continuar fracassando, sustentando a sua determinação de manter a exploração, a desigualdade social, de renda e o abismo entre ricos e pobres.
2016
Se meu pai for reeleito governador do Rio Grande do Sul (é Tarso Genro) não poderei disputar nada.
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