Human Rights Watch: Bibi é criminoso de guerra
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571 visitas - Fonte: Brasil 247
ONG fez a declaração um dia depois do Exército israelense anunciar a abertura de investigações criminais internas sobre ações envolvendo suas forças militares; em comunicado, a organização de defesa dos direitos humanos diz que Israel causou a morte de "inúmeros civis em violação das leis da guerra" em três casos examinados no conflito contra Gaza; relatório apenas confirma o que já se sabia: primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que assassinou mais de 2 mil palestinos impunemente, é um criminoso de guerra
Israel provavelmente cometeu crimes de guerra no conflito na Faixa de Gaza, disse hoje (11) a organização não governamental Human Rights Watch, um dia depois do Exército israelense anunciar a abertura de investigações criminais internas sobre ações envolvendo suas forças militares.
O conflito de 50 dias em Gaza entre os militantes liderados pelo Hamas terminou no dia 26 de agosto, após terem sido mortos 2.140 palestinos, a maioria civis, e 73 israelenses, 67 dos quais soldados.
Em comunicado, a organização de defesa dos direitos humanos com sede em Nova York diz que Israel causou a morte de "inúmeros civis em violação das leis da guerra" em três casos examinados.
Os incidentes foram os bombardeios de 24 e 30 de julho contra duas escolas das Nações Unidas no Norte da Faixa de Gaza, que abrigavam palestinos que fugiram dos confrontos. O terceiro refere-se ao disparo de um míssil, no dia 3 de agosto, contra uma terceira escola em Rafah, no sul. Os ataques provocaram 45 mortes, incluindo de 17 crianças, de acordo com a Human Rights Watch.
"Dois dos três ataques que a Human Rights Watch investigou aparentemente não visaram alvos militares e não foram mais do que ataques ilegalmente indiscriminados. O terceiro, em Rafah, foi ilegalmente desproporcional senão indiscriminado", informa o comunicado.
"Esses ataques ilegais praticados intencionalmente – ou seja, de forma deliberada ou impetuosa – são crimes de guerra", ressaltou a organização.
O Exército israelense anunciou nessa quarta-feira (10) ter aberto investigações criminais internas para cinco incidentes ocorridos durante o conflito (de 8 de julho a 26 agosto), incluindo o bombardeio de 24 de julho, contra uma escola da ONU no Norte do enclave palestino.
"Israel tem um longo histórico de fracassar em concluir investigações confiáveis a alegados crimes de guerra", enfatizou a Human Rights Watch.
Os palestinos ameaçaram apresentar queixa contra Israel no Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra.
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