Má administração Alckmin: Após 4 meses de uso do volume morto, Cantareira cai ao nível de maio
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990 visitas - Fonte: Uol
Montagem mostra a evolução da captação do volume morto do sistema Cantareira, em Joanópolis (SP). A foto da esquerda é do dia 13 de maio de 2014, época da obra no local. A foto da direita foi registrada no dia 5 de setembro
O nível do sistema Cantareira, que abastece um terço dos moradores da Grande São Paulo (6,5 milhões de pessoas), caiu nesta quinta-feira (11) para o mesmo nível registrado há cerca de quatro meses, quando o governo estadual começou a captar o volume morto, água que fica no fundo das represas.
Segundo dados fornecidos pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o Cantareira atingiu hoje 9,7% de sua capacidade de armazenamento de água.
Em 15 de maio deste ano, quando o volume morto começou a ser bombeado, o nível estava em 8,2%, o menor de sua história. No dia seguinte, já com o volume morto, o nível foi elevado para 26,7%.
O governo estadual descarta totalmente a opção de implantar um racionamento para reduzir o consumo de água, embora não faltem relatos de pessoas que dizem sofrer com a interrupção do fornecimento de água diariamente, principalmente no período da noite e madrugada.
Especialistas ouvidos pelo UOL apontam decisões equivocadas e falta de planejamento como as principais causas da atual crise de falta de água no Estado. A Sabesp culpa a estiagem.
Alternativas
Para evitar que falte água na torneira dos moradores da Grande São Paulo, a Sabesp informa que pretende usar uma segunda cota do volume morto do Cantareira, de cerca de cem bilhões de litros de água, "se for necessário". Desde maio a Sabesp usa 182,5 bilhões de litros da reserva técnica das represas Jaguari/Jacareí e Atibainha.
A companhia tem planos ainda de utilizar a reserva técnica do Alto Tietê. O nível do sistema, que abastece 4,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, chegou hoje a 14,3%, o menor de sua história.
Ainda segundo a Sabesp, a partir deste mês o sistema Rio Grande vai passar a fornecer mais 800 litros por segundo e, em outubro, será a vez do Guarapiranga fornecer mais mil litros por segundo para "desafogar" o Cantareira. O Guarapiranga está com 55,9% de sua capacidade e o Rio Grande, com 79,6%.
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