Pela primeira vez na história Brasil sai do Mapa da Fome da ONU
Programas de incentivo do governo são responsáveis por marca histórica
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2335 visitas - Fonte: Exame
O governo brasileiro considerou como um feito "histórico" que o país tenha saído do mapa de fome da ONU, de acordo com relatório apresentado em Roma nesta terça-feira.
"Superar a fome era uma das principais metas do Estado brasileiro e isso foi possível", declarou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
O relatório foi desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA).
A apresentaçação aponta que, nos últimos 10 anos, o Brasil reduziu pela metade a parcela da população que sofre com a fome.
Com isso, alcançou um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que as Nações Unidas estabeleceram até 2015.
Os órgãos da ONU destacaram que a taxa de desnutrição no Brasil caiu de 10,7% para menos de 5% desde 2003.
Também foi assinalado que a pobreza no país foi reduzida de 24,3% para 8,4% entre 2001 e 2012, enquanto a pobreza extrema também caiu de 14% para 3,5%.
Em comunicado oficial, Tereza Campello sustentou que isso foi possível "graças a um conjunto de políticas públicas que garantiram o aumento de renda dos mais pobres e um aumento da oferta de alimentos, que consolidaram a rede de proteção social".
Entre essas políticas, a ministra citou as que permitiram "revalorizar o salário mínimo, investimentos em agricultura familiar e programas de transferência de renda", que levaram o Brasil a superar a pobreza extrema.
Campello também mencionou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do governo federal, abastecido com produtos da agricultura familiar, pelo qual "hoje são oferecidos alimentos de qualidade aos 43 milhões de alunos das escolas públicas".
"Isso significa alimentar diariamente nas escolas e creches públicas mais que a população da Argentina. Temos muito o que celebrar, mas também falta muito a fazer", reconheceu a ministra, que repetiu assim uma das frases que mais escutadas na campanha da presidente Dilma Rousseff para as eleições de outubro.
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