Dilma desafia Marina a provar sucateamento do IBGE e descarta má-fé em erro na Pnad
'Não podemos sair por aí atirando pedra sem ver a responsabilidade de quem', responde presidenta, que cita contratação como prova de melhoria. Candidata do PSB tem associado falha em pesquisa a má gestão
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778 visitas - Fonte: Rede Brasil Atual
A presidenta Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, criticou hoje (21) as tentativas de associar um erro na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) a um suposto sucateamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Durante entrevista coletiva no Palácio do Alvorada, ela foi questionada sobre os impactos da falha ocorrida durante divulgação realizada na quinta-feira, e corrigida no dia seguinte, com ligeira revisão de indicadores importantes.
“A história do sucateamento é uma história que há que ser provada. O que eu acho dessa questão do IBGE? Checar e rechecar números é próprio da instituição. O erro foi um erro simples, que não era complexo”, afirmou. “Vou questionar essa história de sucateamento, que não sei quem inventou. Tem umas coisas no Brasil que são engraçadas: começa a aparecer e vai aparecendo.”
Na véspera, a candidata do PSB à presidência da República criticou o erro na divulgação da Pnad e tentou associá-lo a problemas de administração no instituto, na mesma linha do que vem afirmando de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. "Eu não sou de fazer pré-julgamentos, não faço com meus adversários aquilo que eles tem feito comigo. O que eu posso dizer é que instituições que antes eram respeitadas estão sendo depreciadas no atual governo. É o que aconteceu com a Petrobrás e é o caso do IBGE, que é uma instituição importante, que tem pessoas comprometidas, mas é reflexo de má gestão, que cria essa situação inaceitável."
Para rebater a visão defendida por Marina, Dilma afirmou ter contratado 834 servidores por concurso e 7,3 mil temporários ao longo de sua gestão. Nos doze anos de administração do PT houve um aumento de 7% nos quadros do IBGE, segundo a presidenta. “Não tem interferência externa coisíssima nenhuma”, disse, na tentativa de afastar outra acusação: a de que o governo teria determinado a revisão de dados para que se tornassem mais favoráveis, temendo desgaste em meio à disputa eleitoral. O principal fator a corroborar especulações neste sentido é a questão da desigualdade. Na versão inicial havia, pela primeira vez nos governos petistas, aumento do índice que mede este quesito. A revisão, porém, mostrou ligeira redução em 2013 frente a 2012.
Dilma afirmou que o governo dá total autonomia ao IBGE, que pode escolher a data de divulgação de resultados sem interferências políticas. “Não podemos sair por aí atirando pedra sem ver a responsabilidade de quem. Óbvio que para mim não parece ter um intuito qualquer porque o erro é muito simples. Quem mexe com estatística dirá isso para vocês. O erro é um erro banal, banal. De fácil detecção.”
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