A marcha dos 400 mil em Nova York
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580 visitas - Fonte: Pragmatismo Político
Às 9h30 da manhã, pessoas das mais diversas nacionalidades já se agrupavam em frente ao Central Park. Cartazes variados coloriam o horizonte de prédios das ruas fechadas pela polícia para o evento. A People’s Climate March já vem sendo convocada há meses e levou aproximadamente 400 mil pessoas às ruas no último domingo (21) para exigir mudanças nas políticas adotadas ao meio ambiente.
O evento é parte da Climate Justice Alliance, movimento que organiza diversas ações diretas não-violentas durante a semana em que a cúpula climática da ONU reúne-se na cidade. O objetivo é pressionar os líderes mundiais a tomarem atitudes mais claras e incisivas para tratar a saúde do planeta. Com a presença dos governantes na cidade, a marcha chamou atenção da imprensa, que também compareceu em peso.
As ruas pareciam uma torre de Babel, composta por inúmeras línguas e nacionalidades, refletindo fielmente o complexo ecossistema urbano da cidade. Manifestações culturais locais deram o tom da caminhada. Grupos indígenas – os mais afetados pela crise climática – reproduziram uma espécie de ritual tradicional em volta de um totem de papelão. Um grupo meditava no Central Park. Chineses, peruanos, filipinos, costa-riquenhos, sul-africanos, argentinos caminhavam juntos por políticas econômicas menos danosas ao meio ambiente.
Com crachás de imprensa, convidados VIPs, seguranças voluntários da própria organização, telões e percurso combinado, o acontecimento foi a cara dos eventos norte-americanos: organizado para ser grande e ocorrer com tudo nos conformes.
Quando começou a andar, a agitação geral do público transmitia um ar emocionante e comemorativo para a marcha. Não havia raiva ou indignação, apenas a vontade de mudanças, tentando representá-las através dos gritos e cartazes. A polícia acompanhou todo o trajeto; parou o trânsito, impediu que manifestantes ultrapassassem as grades de segurança e manteve-se como observadora do evento.
Ao chegar na famosa Times Square, o ato era aguardado por centenas de turistas que preparavam suas câmeras para capturar a melhor imagem. Contidas pelas grades policiais pareciam aguardar a passagem do tapete vermelho de uma premiação.
Depois de percorrer mais de 30 quadras, a marcha chegou ao fim na 11a avenida, onde lhe aguardavam tendas, panfletos e uma organização impecável. De forma um tanto quanto melancólica, muitos saíam de lá sem saber exatamente o que havia acontecido, e porque estavam lá daquela forma. Mesmo assim, o clima era de felicidade. Sorrisos de pessoas de todas as idades, etnias, nacionalidades e culturas juntavam-se em um acontecimento histórico por um planeta que é de todos.
Foto da marcha passando ao lado do central park:

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