Dilma acertou o tom
Compartilhe
734 visitas - Fonte: Tijolaço
Vou ser bem direto e pouquíssimo passional na análise do debate encerrado há pouco na Record.
Não mexe em nada com mais de 80% dos eleitores que, a esta altura, têm seu voto decidido para o próximo domingo.
A esta altura, exceto por revelações bombásticas, o clima é mais importante que os argumentos.
Como nada do que foi dito na Record foi bombástico, também não são bombásticos os efeitos do debate.
O que não quer dizer que são ou serão pequenos.
Dilma se moderou nas citações numéricas e estatísticas e produziu, de novo, fatos concretos.
Sobretudo na questão da segurança, como já postei aqui, ainda durante o debate.
Os argumentos de Aécio se desmontam com os números e é provável que a própria mídia os tenha de repercurtir.
Mas, insisto, isso não é o essencial.
O essencial é que as pessoas possam se sentir seguras com Dilma, e sentir-lhe a segurança.
A eleição está dividida e como em toda a situação dividida, a confiança que se percebe e se transmite é decisiva.
Aécio pareceu-me bem menos seguro e a muitos deve ter dado também esta sensação.
Claro que não aos áulicos, mas os áulicos servem para bater palmas no estúdio, não mais que isso.
O fato é que a insegurança mudou de lado, em duas semanas.
Depois do desempenho ”surpreendente” de Aécio no primeiro turno (embora muitos já estivéssemos afirmando muito antes que ele e não Marina iria ao segundo turno) e do apoio que o tucano recebeu de praticamente todas as candidaturas, exceto a de Luciana Genro, a pergunta já não é mais se Dilma terá condições de resistir-lhe.
Mas se ele terá condições de ultrapassá-la.
Porque, mais que o resultado que se publica, a gente percebe no comportamento dos candidatos quando ele sabe está atrás ou à frente nas intenções de voto, porque tem dados muito mais precisos e confiáveis do que nós.
Aécio já não era o “desafiador”.
Mas o desafiante.
E nisso, ele foi xoxo.
Não poderia, como ocorreu, ter recebido “explicações” da candidata sobre o que significavam as coisas sobre as quais falava, como os bancos públicos, por exemplo.
Nada pior do que se mostrar despreparado. O que, apesar da oratória limitada, Dilma não se mostra.
Ele, muito mais do que ela, precisaria ter exibido solidez, porque depende de um “clima”.
E não exibiu justamente porque tem pouca solidez.
O debate do SBT, como o da Band, teve o tom certo para mobilizar apoiadores.
Aécio vinha de seu momento e, pelo visto, não conseguiu capitalizar o favoritismo com que emergiu das urnas do primeiro turno, quando poderia ter abatido a estabilidade que, há meses, a candidatura Dilma apresentava, justamente por ter esta solidez.
Seria uma nova “onda” e a “onda” foi quebrada com o confronto.
Já o da Record mirou os eleitores, não para os militantes.
E, para eles, Dilma acertou o tom.
Recuperou a segurança, a firmeza, a imagem tranquila.
A de favorita.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Vexame na Bahia! Vice de Flávio Bolsonaro foge de evento com medo de flopar e inventa desculpa esfarrapada!!
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
