Em ato, Dilma fala pelos direitos da periferia e critica mentiras da oposição
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1157 visitas - Fonte: blog Dilma
“Tenho orgulho de ser a primeira mulher presidenta desse país, mas tenho orgulho em nome de cada mulher desse país. A força da mulher, aquela força carinhosa, que cerca a família e a comunidade”. A homenagem às mulheres marcou o início do discurso da presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, na noite desta segunda-feira (20), durante a realização do ato Periferia com Dilma, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, que reuniu Movimentos de Cultura, Comunicação, Juventude, Direitos Humanos e Moradia.
A presidenta criticou a violência presente nos discursos e nas atitudes dos opositores ao governo. “Esse país tem uma tradição de fraternidade, não podemos aceitar preconceito, discriminação contra o que quer que seja. Não podemos aceitar agressões gratuitas pelo que pensamos. Isso talvez seja o maior crime contra a democracia”, apontou.
Diante de um grande público que lotava a Praça Brasil, em Itaquera, Dilma sinalizou sua disposição de colaborar com as pautas dos grupos socialmente vulneráveis das periferias. “Vamos lutar contra a discriminação da juventude negra, contra os autos de resistência, contra o morticínio. Assim como tenho compromisso de lutar contra a violência contra a mulher, precisamos criminalizar a homofobia”.
Dilma avaliou estar diante da eleição mais conflituosa e agressiva dos últimos anos, com a oposição investindo em uma tática de distorção da História e do presente. “A oposição começa com uma tentativa sistemática de pregar inverdades, informações parciais. Enfrentamos uma verdadeira guerra da comunicação contra a verdade dos fatos deste país, quando não ocultam”, definiu.
A presidenta citou como exemplo de distorção dos fatos a forma com que se tenta mostrar a economia do país, e lembrou que em sua gestão o Brasil conta com alto nível de reservas, que garantem a estabilidade do país. “Com US$ 366 bilhões de reservas, nós não vamos nos ajoelhar diante do FMI nunca mais. Eles fizeram isso e ‘otras cositas mas’ que escondem. Por isso a tendência é baixar o nível, porque é o único nível possível para eles”, comentou.
A verdade vai vencer a mentira
Sobre a guerra que o candidato Aécio Neves (PSDB) trava com a realidade, a presidenta Dilma citou a reivindicação da paternidade de todos os programas sociais iniciados a 12 anos.
“Tentam passar falsas informações, como dizer que o Bolsa Família não foi criado pelo presidente Lula. Ora! Eles foram contra o Bolsa Família, chamaram de ‘Bolsa Esmola’, e aquilo que eles falam que é a origem do Bolsa Família não passa de um programa pequenininho, feito para poucos”. A presidenta comparou o investimento dos programas sociais: o valor que governo do PSDB investiu em oito anos corresponde ao que o governo Dilma investe a cada dois meses de Bolsa Família.
Em seguida, Dilma expôs outras contradições entre o discurso atual e a prática tucana nos oito anos de Governo Federal. “Hoje eles falam que farão o Prouni, mas como, se eles entraram na justiça para acabar com o Prouni? Eles falam que vão fazer melhor o Pronatec, mas eles proibiram a construção de escolas técnicas federais. Tanto é que na época em que estavam no governo só construíram 11 escolas, e nós construímos 422”.
Dilma lembrou que Lula assumiu a presidência com uma herança de 11,4 milhões de desempregados, a segunda maior taxa de desemprego do mundo; e que hoje, 12 anos depois, o Brasil resgatou seu orgulho, alcançando a menor taxa de desemprego e o maior número de empregados gerados com carteira assinada entre os países do G-20, que reúne as 20 maiores economias do mundo.
Lula critica a violência
O ex-presidente Lula declarou-se indignado diante da a postura do candidato da oposição Aécio Neves (PSDB) e comentou a onda de animosidade nas ruas contra militantes do PT, como a reprodução do comportamento e da postura de enfrentamento do candidato tucano, amplificado pelo noticiário negativo da imprensa durante toda a gestão petista.
“Nós nunca falamos com eles metade das grosserias que eles falam com a gente, de ser xingado e mal tratado nas ruas, mas a resposta que a gente vai dar pra eles é a vitória da Dilma no dia 26 de outubro”, disse Lula.
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