Em alta, Berzoini pode tocar regulação da mídia
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617 visitas - Fonte: Brasil 247
Atual ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini é indicado como o nome forte do governo para assumir a pasta das Comunicações e, assim, enfrentar o projeto de regulação da mídia; ele tem usado o Twitter para criticar a TV Globo e também a postura editorial da Veja; em entrevista à TV Brasil, o ministro disse que "há a preocupação em propiciar um sistema que não concentre poder e que permita ao cidadão se defender"; "Não acho que a regulamentação dos meios de comunicação seja esquerdista. Acho que é democrática"
Atual ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini é cotado como o nome forte do governo para assumir a pasta das Comunicações e, assim, enfrentar o projeto de regulação da mídia.
Recentemente, ele tem usado o Twitter para criticar a TV Globo. No sábado, reproduziu textos que chamavam a emissora de "lixo" e pediam CPI para investigá-la. No mês passado, ele também acusou a Veja de tentar encobrir o ‘aécioporto’.
A medida é uma demanda antiga da ala de Rui Falcão e de Franklin Martins no PT, mas vem sendo postergada pelo governo Dilma. Ontem, no entanto, em entrevista ao SBT, a presidente reeleita indicou que irá implementar a questão: "Sou de uma época que vivi sob a ditadura e sei o valor da liberdade. Mas como setor econômico, porque a mídia não é só setor cultural, vamos discutir uma regulação, mas antes de fazer vamos discutir muito", afirmou; ela também comentou a capa da revista Veja, divulgada quatro dias antes das eleições que a acusava de saber tudo o que ocorria no esquema de corrupção dentro da Petrobras; "Eu mesma fui vítima de um vazamento seletivo estranhíssimo nos últimos dias da minha campanha", disse.
Também em entrevista à TV Brasil, o ministro disse que "há a preocupação em propiciar um sistema que não concentre poder e que permita ao cidadão se defender"; "Não acho que a regulamentação dos meios de comunicação seja esquerdista. Acho que é democrática".
Leia aqui reportagem de Mariana Tokarnia, da Agência Brasil, sobre o assunto: O ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, disse nessa terça-feira (28), ao participar do programa Espaço Público, da TV Brasil, que a intenção do governo não é buscar uma homogeneidade de opiniões, mas sim, o diálogo na heterogeneidade. "O enfrentamento existe e é normal na democracia. Mas temos que cuidar que esse enfrentamento seja no patamar do diálogo e da construção política. Não podemos ir para um enfrentamento para nada".
Sobre o diálogo com o Parlamento, agora composto por 28 partidos, e com uma base heterogênea, que representa quase 60% do Congresso Nacional, o ministro disse que os ministérios e até mesmo a presidenta Dilma Rousseff devem reservar tempo na agenda para atender aos parlamentares. "Não há motivo para não fazermos esse relacionamento". O ministro também ressaltou que a priori o PT não deve desistir da disputa pela presidência nem da Câmara nem do Senado e que "está aberto ao diálogo com todos os partidos de forma a compor uma mesa que ajude no diálogo".
Perguntado sobre a divisão da população no pleito eleitoral, ministro disse que "uma divisão do ponto de vista eleitoral não significa uma divisão do país. O país tem muitas correntes de opinião". E acrescentou: "A simplificação é cabível, mas quem conhece o Brasil e sua complexidade regional, econômica, cultural, sabe que as coisas não são assim".
O ministro reforçou o que tem sido dito pela presidenta Dilma e por especialistas de que será necessária a participação popular para que se possa fazer uma reforma política. De acordo com ele, é preciso definir qual a reforma que se quer fazer e repercuti-la na sociedade.
"Não acredito em reforma política com profundidade que venha do Congresso ou do Executivo para o Congresso. Se não repercutirmos isso na sociedade ela não existirá. Temos que fazer muitas consultas que permitam valorizar a democracia participativa e representativa", disse.
O ministro também falou sobre a questão do fator previdenciário. Segundo ele, existe disposição da presidenta em retomar a discussão sobre o tema, "que chegou a avançar, e chegou a algo próximo a um acordo". Uma das propostas é uma variante do cálculo que libere do fator aqueles que tiverem soma da idade com o tempo de contribuição: 85 para as mulheres e 95 para os homens.
Sobre a conduta do governo em relação aos meios de comunicação, principalmente após os problemas enfrentados durante as eleições com a revista Veja, o ministro disse que "há a preocupação em propiciar um sistema que não concentre poder e que permita ao cidadão se defender", ressaktou."Não acho que a regulamentação dos meios de comunicação seja esquerdista. Acho que é democrática", acrescentou.
O programa Espaço Público vai ao ar todas as terças-feiras, às 22h, na TV Brasil. É apresentado pelos jornalistas Paulo Moreira Leite e Florestan Fernandes Júnior. Na edição dessa terça-feira, contou com a presença da jornalista Denise Rothenburg, do Correio Braziliense.
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