Alívio: Nível do Cantareira, enfim, parou de cair
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1019 visitas - Fonte: Brasil 247
Sequência de quedas do nível do Sistema Cantareira, que vinha desde setembro, foi interrompido pela chuva que caiu no local nesta segunda-feira 3; hoje, volume acumulado se manteve em 11,9%, o mesmo de ontem, de acordo com a Sabesp; São Paulo amanheceu com garoa nesta terça e tem previsão de mais chuvas ao longo do dia
Pela primeira vez desde o dia 27 de setembro, a sequência de quedas no nível do Sistema Cantareira, principal reservatório da região metropolitana de São Paulo, foi interrompido. Isso por conta da chuva que caiu sobre o local nesta segunda-feira 3.
De acordo com a medição da Sabesp, o volume acumulado se manteve hoje em 11,9%, o mesmo de ontem. A chuva foi de 15,7 milímetros, menor do que a de domingo 2, que foi de 19,1 milímetros, mas que não havia impedido a queda do nível de capacidade do reservatório.
Outubro foi o mês mais seco dos últimos 84 anos no Sistema Cantareira. Do dia 1º até 31, quando marca o início do período de chuvas, foram registrados 42,5 milímetros de chuva nos reservatórios, 32,5% do volume esperado para o período.
Abaixo, reportagens da Agência Brasil a respeito:
Com chuva, Cantareira mantém nível dos reservatórios em 11,9%
Fernanda Cruz - O nível dos reservatórios do Sistema Cantareira se manteve hoje (4) em 11,9%, mesmo percentual registrado ontem (3), segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A manutenção do nível se deve à chuva forte que atingiu ontem a cabeceira do sistema, chegando a um volume médio de 15,7 milímetros.
Segundo o meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), Thomaz Garcia, o mês de novembro deve seguir a média histórica de precipitações, de 128 milímetros, na capital paulista. A chegada de uma frente fria, além de trazer as chuvas, deve diminuir a temperatura, destacou Thomaz.
Na região do Cantareira, os três primeiros dias deste mês já acumulam 39,6 milímetros de chuvas, sendo que, apenas no domingo (2), a precipitação foi 19,1 milímetros. O volume é bastante expressivo, se comparado a outubro, quando choveu, durante todo o mês, apenas 42,5 milímetros. A média história para o mês de novembro, porém, é 161,2 milímetros.
O Cantareira é o principal sistema de abastecimento de São Paulo, atendendo 6 milhões de habitantes na região metropolitana. A água do Cantareira é distribuída também a uma população de 5 milhões de pessoas nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Já no segundo maior sistema de abastecimento de água do estado, o Alto Tietê, não choveu tanto como no Cantareira. A precipitação média ontem foi 4,2 milímetros, fazendo com que o nível dos reservatórios caíssem de 8,8% ontem para 8,7% hoje.
Segundo a Sabesp, apesar de já haver autorização para o uso da segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira, não há previsão quando isso acontecerá. A companhia espera que o manancial se recupere com a chegada das chuvas e que a captação da segunda cota não seja necessária.
São Paulo amanhece com garoa e previsão de mais chuvas ao longo do dia
A cidade de São Paulo amanheceu hoje (4) com chuva fina em alguns bairros do extremo leste, norte e sul do município. Na parte oeste, de Cajamar a São Lourenço da Serra, as chuvas são mais intensas, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).
O acumulado de chuvas dos três primeiros dias de novembro na capital já superam todo o volume de precipitações do mês de outubro, informou o CGE. No sábado (1º), a média registrada na cidade chegou a 18,2 milímetros, sendo que em todo o mês de outubro choveu apenas 17,9 milímetros. No domingo (2), o volume médio ficou em 0,2 milímetro e ontem (3) foi registrado 8,4 milímetros.
Segundo o meteorologista do CGE Thomaz Garcia, a previsão é de que em novembro chova a média esperada para o mês, de 128 milímetros, e isso deve amenizar a estiagem. "Já temos um acumulado de 26,8 milímetros. Com a aproximação de uma nova frente fria, deve haver também queda de temperatura", disse ele.
Ontem, a chuva forte que caiu em algumas regiões trouxe transtornos. Um deslizamento de terra interrompeu por 30 minutos a circulação dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na Linha Rubi, entre as estações de Franco da Rocha e Francisco Morato.
A Via Anhanguera (que liga a capital ao oeste do estado) também ficou interditada próximo ao km 36, sentido de São Paulo, na região de Cajamar. Hoje, quatro linhas do Metrô (Azul, Verde, Vermelha e Lilás) operam com velocidade reduzida, por precaução, em razão da chuva.
Segundo o CGE, a temperatura média prevista para hoje é 20 graus Celsius (°C), podendo chegar a 28ºC e a taxa de umidade relativa do ar supera os 90%. Para o final da tarde, a CGE prevê pancadas de chuvas com trovoadas, rajadas de vento e formação de alagamentos.
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