Movimentos sociais fazem ato contra a direita e cobram reformas populares
Manifestantes se concentraram na Avenida Paulista e saíram em caminhada. Grupo protestou contra 'ataques da elite paulistana' nesta quinta em SP.
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1207 visitas - Fonte: G1
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e de movimentos sociais fizeram um protesto contra a direita e a favor de reformas populares nesta quinta-feira (13). Segundo o Comando da Polícia Militar (PM), que acompanhou o ato, cerca de 10 mil pessoas participaram da manifestação, encerrada às 22h no Centro.
Por volta das 17h30, o grupo lotou o vão livre do Masp e ocupou a Avenida Paulista. Às 19h, os manifestantes começaram a caminhada que bloqueou todas as faixas da via no sentido Consolação. Cerca de 15 minutos depois, o grupo desceu a Rua Augusta, em direção aos Jardins.
A manifestação passou pela Avenida Rebouças, Consolação e foi encerrada na Praça Roosevelt. Durante a fala de representantes dos movimentos, um homem passou mal e foi retirado da multidão com ajuda de policiais militares. Não houve registro de tumultos.
Reivindicações
De acordo com o MTST, o ato é "em resposta aos ataques da elite paulistana aos movimentos organizados e ao povo nordestino" verificados após o encerramento do segundo turno das eleições.
A ex-candidata do PSOL à Presidência, Luciana Genro, também participou do ato na Paulista. "Vamos enfrentar a direita nas ruas, mas vamos enfrentar o governo se ele quiser fazer ajuste", afirmou.
Momentos antes, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) também havia dito que a central não vai aceitar "banqueiro" no Banco Central.
O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, disse que a manifestação é resposta à "playboyzada dos Jardins". "Teve uma turma aqui na Paulista dizendo que o povo devia ser reprimido por uma intervenção militar. Era uma meia dúzia, uma playboyzada dos Jardins, que, porque o titio Aécio perdeu a eleição, ficaram bravinhos", disse.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, foi na mesma linha: "não venham os coxinhas querer o terceiro turno". Os organizadores também cobram da presidente Dilma as reformas populares que prometeu, entre elas a reforma politica, a reforma tributária e a reforma agrária.
Pauta ampla
A coordenadora nacional do MTST (foto abaixo) Ana Paula Ribeiro diz que os outros movimentos compareceram porque a pauta é extensa.
"Estamos reivindicando reformas estruturais de base: reformas política, agrária, urbana, tributária e das comunicações", disse Ana Paula.
O evento estava previsto para começar às 17h, mas o grupo adiou o início da caminhada por causa da chuva forte que caía na região da Avenida Paulista.
Grupo rebate ato contra Dilma
Um dos objetivos dos movimentos sociais é rebater a manifestação realizada no sábado (1º) que reuniu cerca de 2,5 mil pessoas na Avenida Paulista contra o resultado das eleições e pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O cantor Lobão, que tinha prometido deixar o país em caso de vitória do PT, esteve no evento.
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