FHC se alinha ao discurso de Aécio, mais uma vez
Compartilhe
4522 visitas - Fonte: Jornal GGN
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a dar declarações, no mínimo, controversas. Em palestra no instituto FHC, o ex-presidente deu corpo à entrevista de Aécio Neves, que disse ter enfrentado uma "organização criminosa", dizendo que agora se sabe de onde vem o dinheiro que financiou a "máquina" petista na última eleição. FHC se esqueceu que o dinheiro que financiou o PT veio de fontes muito parecidas com o dinheiro que financiou a campanha de seu partido, o PSDB. As críticas do ex-presidente estão cada vez mais alinhadas com aquelas feitas pelo candidato derrotado Aécio Neves. Leia a matéria da Folha.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta terça-feira (2) que "agora a gente sabe de onde vem" o dinheiro que financiou a "máquina" petista na última eleição presidencial. A afirmação foi feita após palestra de convidados do instituto que carrega o nome de FHC, no início desta noite, na capital paulista.
O tucano ouviu os dois palestrantes convidados e, ao final, falou rapidamente sobre as dificuldades que avalia que o governo Dilma Rousseff (PT) vai enfrentar no novo mandato, entre elas o escândalo de corrupção na Petrobras.
O tom da crítica do ex-presidente vai ao encontro a polêmica avaliação feita pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) que disputou o Planalto contra Dilma. Em entrevista ao jornalista Roberto Dávila, da Globo News, Aécio disse não ter perdido para um partido político, mas para uma "organização criminosa", em referência à suposta ligação de petistas e pessoas ligadas à base do governo com os desvios na maior estatal do país.
Numa rápida avaliação sobre o resultado da última disputa, FHC disse que o resultado obtido por Aécio, quase 49% dos votos válidos, foi "excepcional" e completou: "Foi excepcional chegar tão longo, especialmente disputando contra uma máquina que tem tanto dinheiro, e que agora a gente sabe de onde vem". O ex-presidente referia-se à suposta propina que teria abastecido as campanhas do PT, PMDB e PP, paga por empresas que contratam com a Petrobras.
Para o ex-presidente, a situação da presidente reeleita é "muito dura". "Seria dura para qualquer um e ainda mais para uma pessoa que sabidamente não tem a paciência de escutar", avaliou.
O ex-presidente disse não torcer por uma crise, mas afirmou que existem muitos "fios desencapados" no caminho da próxima gestão, entre eles o cenário de desgaste da economia internacional, que se agravou nas últimas semanas, a necessidade de um ajuste fiscal para reequilibrar as contas brasileiras e a instabilidade política no Congresso, motivada também pelo desencadeamento da operação Lava Jato, que investiga a Petrobras.
Para FHC, será preciso que Dilma, ou alguém muito próximo a ela, mostre uma grande capacidade de liderança política. "Tomara que o Levy (Joaquim Levy, economista anunciado como novo ministro da Fazenda) suba e se mostre um grande líder, ou que Dilma se transforme em uma dama de ferro. (...) Isso [o cenário que se desenha] não se resolve tecnicamente. Se resolve politicamente", concluiu.
FHC falou a cerca de 100 convidados após palestra do economista José Roberto Mendonça de Barros e do jornalista Fernando Rodrigues.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
