DILMA AJUDA ALCKMIN, QUE QUER DISTÂNCIA DO AÉCIO E FHC ' BARRICHELLOS '
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3920 visitas - Fonte: TERRA

Com um discurso de parceria após as eleições, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinaram nesta quinta-feira acordos para execução de obras de saneamento e mobilidade urbana orçadas em R$ 3,24 bilhões. Do total, R$ 2,6 bilhões são para a construção do sistema São Lourenço, para aumentar a captação de água.
Dilma, que chegou a usar a crise hídrica em sua campanha eleitoral para criticar a gestão tucana, acenou com o diálogo. “É fato que durante a campanha é natural divergir, é natural criticar, é natural disputar. E mesmo em alguns momentos é, diríamos assim, compreensível que as temperaturas se elevem. Mas, depois de eleito, nós temos de respeitar as escolhas legítimas da população brasileira”, disse a presidente, após receber agradecimentos de Alckmin.
“Tenho certeza que esse bom diálogo e esse bom trabalho vai continuar. Quero aqui reconhecer o esforço da presidente Dilma”, disse Alckmin, citando a assinatura como um “exemplo de cooperação”.

Questionado depois da cerimônia de assinatura do convênio se concordava com a postura de seu partido no Congresso Nacional, que agiu contra o governo para barrar a flexibilização da meta do superávit, o tucano disse que é uma tarefa legítima ser oposição no Legislativo. Ele ressaltou, no entanto, que governadores e a presidente tem que trabalhar de forma “federativa, republicana”.
“Quem ganhou é governo. Quem perdeu fiscaliza, é oposição. É a lógica democrática. É tão democrático ser governo como ser oposição. Cabe a oposição criticar fiscalizar e propor e cabe a nós, que somos governo, trabalharmos de forma federativa, republicana”, disse.
A obra do Sistema Produtor São Lourenço não faz parte do pacote de oito obras orçadas em R$ 3,5 bilhões, apresentado pelo governador de São Paulo a Dilma em novembro. O empreendimento será realizado por meio de uma parceria público privada (PPP), sendo R$ 2,3 bilhões de financiamento (R$ 1,82 bilhões pela Caixa e R$ 522,8 milhões por bancos privados). A contrapartida da empresa Sistema Produtor São Lourenço será de R$ 261,2 milhões.

A obra vai garantir abastecimento a quase 2 milhões de pessoas a partir de 2018. Para Dilma, a situação no Estado é “crítica”. “Nós estamos fazendo isso aqui hoje, considerando que, de fato, não é possível o Brasil ter uma situação ameaçando a capital do maior estado do país e a maior cidade da América Latina. Por isso, nós estamos aqui hoje, eu e o governador Alckmin, fazendo essa parceria”, disse.
Alckmin e Dilma também assinaram um convênio para a obra da extensão da Linha 9 da CPTM, que contará com R$ 500 milhões da União, a fundo perdido, e R$ 133,7 milhões de contrapartida do Estado. A obra foi selecionada pelo Pacto de Mobilidade Urbana, anunciado pelo governo em julho de 2013. A extensão será de 4,4 km na zona sul da capital paulista, da estação Grajaú até Varginha.
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