Trensalão: empresas envolvidas têm R$ 600 milhões bloqueados
Compartilhe
1685 visitas - Fonte: Jornal GGN
A Justiça Federal determinou o bloqueio judicial de um total de R$ 600 milhões de empresas acusadas de formação de cartel para fraudar licitações de trens em São Paulo. Foram afetadas pela decisão Alstom, CAF, Siemens, Bombardier, Mitsui e TTrans. Executivos dessas companhias já haviam sido indiciados no inquérito da Polícia Federal que apura o caso. O Ministério Público de São Paulo também ingressou com uma ação contra 11 empresas para restituir R$ 418 milhões aos cofres públicos.
Por Flávio Ferreira
Da Folha de S. Paulo
A Justiça Federal em São Paulo determinou o bloqueio de cerca de R$ 600 milhões de empresas acusadas de formação de cartel para fraudar licitações de trens em São Paulo de 1998 a 2008, em governos do PSDB.
Foram alvo do sequestro de bens as companhias Alstom, CAF, Siemens, Bombardier, Mitsui e TTrans.
Na semana passada executivos destas empresas foram indiciados no inquérito da Polícia Federal que apura a atuação do cartel para combinar resultados de licitações e corromper servidores do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Além disso, o Ministério Público de São Paulo ingressou com ação civil pública contra 11 empresas para restituição de R$ 418 milhões aos cofres públicos por suspeitas de irregularidade em contratos de manutenção preventiva de trens da CPTM.
INVESTIGAÇÃO
Em julho de 2013, a Folha revelou que a multinacional Siemens delatou a autoridades antitruste a existência de um cartel em licitações para obras e serviços de manutenção do Metrô de São Paulo e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Documentos da Siemens entregues ao Cade mostravam que o governo estadual, controlado pelo PSDB, teria dado aval ao conluio. A empresa fez acordo que lhe garantirá imunidade se as denúncias forem comprovadas. Além da Siemens, o cartel envolveria Alstom, Bombardier, CAF e Mitsui.
Em São Paulo, o esquema teria começado em 1998, no governo Mário Covas, e ido até 2008. Apesar de a Siemens negar pagamento de propinas a políticos, um ex-diretor da empresa disse nomes à Polícia Federal.
OUTRO LADO
Procurada pela Folha, a Siemens afirmou que "proativamente compartilhou com as autoridades os resultados de sua auditoria interna que deram origem às atuais investigações quanto à possível existência de um cartel no setor metroferroviário".
A multinacional alemã disse ainda que "sempre desejou e apoiou o total esclarecimento" pelas investigações.
A Bombardier afirmou seguir "os mais altos padrões éticos em todos os países onde atua" e que sempre colaborou com as investigações.
Até a conclusão desta edição, a reportagem não havia conseguido localizar representantes de Alstom, CAF, Mitsui e TTrans para comentar a decisão judicial.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
