Lava Jato: o crime é cartel. A Economia privada é um cartel!
Empresas privadas usurparam o orgulho do povo brasileiro !
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1590 visitas - Fonte: Conversa Afiada
“… é que se tratou de um caso clássico em que o “principal”, ou seja, os acionistas, foi miseravelmente traído por seus “agentes” (alguns administradores), o que ocorre com alguma frequencia no setor privado”.
Delfim Netto, em “A verdadeira Petrobras”, na Carta Capital dessa semana.
É preciso esperar, toda semana, as reportagens de Fabio Serapião na Carta Capital para entender o que, de fato, resulta da Operação Lava Jato.
Essa semana, a reportagem tem o título “o rio de lama corre para o mar” – “a força-tarefa denuncia Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e executivos das empreiteiras. É só o início.”
É muito provável que o cartel que se montou para explorar obras da Petrobras tenha também atuado na refinaria Abreu e Lima e outras dez refinarias, no Comperj, na Transpetro, no setor elétrico, em fundações de empresas estatais, na construção e modernização de aeroportos, na Copasa de Minas, na Cedae do Rio, e em contratos milionárias na Sabesp, dos tucanos paulistas.
Etc, etc, etc.
“Cartel”, como se sabe, é crime em todo lugar do mundo: empresas se reúnem para fixar preços.
Só não é crime na São Paulo imaculada dos tucanos: o governador Padim Pade Cerra considerou que “cartel” em São Paulo é imaculado: casa virgem.
É clube de bingo …
Mas, tucano, sabe como é, amigo navegante: é indígena, menor de idade e tem Alzheimer – é inimputável.
De volta ao bravo Serapião.
Ele demonstra que o cartel funcionava com um núcleo duro das mesmas empresas privadas, com cúmplices dentro da Petrobras, e um operador financeiro, o Youssef.
As empresas privadas se reuniam, fixavam os preços das concorrências de obras dentro de um pedaço de inúmeras obras da Petrobras.
(Não há notícia de roubalheira na exploração do pré-sal, sob a batuta do grande brasileiro Guilherme Estrela, nem de conluio de bancos privados com a diretoria financeira do Almir Barbassa).
Paulo Roberto Costa, registre-se, não era o presidente nem o dono da Petrobras.
Assim como Sérgio Machado, da Transpetro, não era presidente nem dono da Petrobras.
Eram executivos provavelmente cúmplices do cartel.
Paulo Roberto, instrumento do PP.
E Machado, do PMDB.
E através deles se consumava o crime contra a empresa e o povo brasileiro, acionista majoritário da Petrobras.
O cartel ganhava a concorrência fraudada.
O dinheiro precisava ser lavado e, em parte, enviado ao exterior.
Aí, entram os serviços do doleiro, que, por singularidade bem tupiniquim, só lavava dinheiro que prejudicasse o PT.
Nunca se viu doleiro com inclinação ideológica, mas, para o PiG, o Youssef só trapaceava se fosse para ferrar a Dilma.
Jamais lavou dinheiro de tucano gordo !
Quá, quá, quá !
Tantas fez o Youssef, mentiroso contumaz, que se tornou parte central do crime.
Não só lavava dinheiro, como agenciava, ele próprio, a ação criminosa do cartel de empresas privadas para vencer concorrências em outros campos fora das diretorias do Paulo Roberto e do Sérgio Machado – e da Petrobras.
Saiu por aí e foi a Pernambuco, onde manteve cordialíssimas relações com o governo de Eduardo Campos.
(Quem sabe o Youssef não identifica o dono do jatinho, aquele em que Blablarina viajou seis vezes ?)
O esquema era assim: as empresas privadas se reúnem, fixam o preço, subornam dois diretores da Petrobras, lavam o dinheiro com o Youssef, e o Youssef monta crimes semelhantes em outras organizações estatais, igualmente providas de cúmplices.
Youssef se torna banqueiro e empreendedor.
Claro que uma parte do dinheiro criminoso foi parar em partidos políticos e no bolso de políticos.
Não existe crime organizado que não se organize também na política.
(E no Judiciário, no Ministério Publico e na Polícia – Federal …)
Seria ingênuo supor que carteis de empresas privadas se formassem sem abastecer partidos políticos e políticos.
Com a liberdade de empresas financiarem campanhas eleitorais, é óbvio: quem monta carteis monta também uma estrutura de poder conivente.
Para subornar hoje, amanhã e depois.
Como subornou ontem e ante-ontem …
E talvez por isso o Supremo ainda não tenha referendado a decisão da maioria de 6 a 1 que proíbe dinheiro de empresas em campanha eleitoral.
Deve ser para estimular a roubalheira desenfreada que, institucionalmente, só pune pobre, preto, p … e petista !
O que há de singular nesse episódio, amigo navegante, que, segundo a Presidenta Dilma, permitiria que não ficasse pedra sobre pedra ?
(O Juiz Moro deixa antever alguma dúvida, porque, até agora, não meteu a mão em nenhum dono de empreiteira… Só pegou diretores, bagrinhos)
Nada de singular !
Nada !
É mais velho que a Sé de Braga, diria minha santa mãe.
São os mesmos e as mesmas práticas da Castelo de Areia, da Satiagraha, com a repetição dos rostos cansados, como nas novelas da Globo.
São sempre os mesmos.
A começar pelo Youssef, o doleiro de inclinação ideológica.
Qual a diferença entre essa patifaria em torno da Petrobras e no trensalão tucano ?
Nenhuma.
É um cartel, que contou com cúmplices no aparelho de Estado.
Com diferenças.
No caso do trensalão, um esquecido Procurador da República trancou-o na gaveta por três anos e, depois, no Supremo, foi absolvido com a rapidez e a eficiência com que se conferiu dois HCs Canguru a um condenado a dez anos por crimes que fariam corar o Juiz Moro !
Com a Lava Jato do PT, o Juiz Moro foi veloz como um tigre.
No caso do trensalão tucano de São Paulo, a Justiça tem a rapidez da anta.
(O zé da Justiça também foi gentil com os tucanos: marcou a audiência do Cerra para DEPOIS da eleição)
A Lava Jato foi acompanhada de delações seletivas para o PiG ferrar a Dilma, o Lula e o PT.
Até aí, nada de novo.
A Lava Jato vai pegar algum político ?
O Janot vai se esquecer do Sérgio Guerra, do Cerra, do Álvaro Dias ?
É uma dúvida cruel.
Como é uma dúvida cruel entender por que Casa Civil do Ministro Mercadante ainda não publicou a regulamentação da lei que pune com 20% do faturamento bruto a empresa que cometer crime.
Como diz o Serapião, o rio de lama corre para o mar.
O mar dos negócios privados no Brasil.
A cartelização da Economia privada brasileira é um escândalo.
Basta ver o que acontece na Indústria da TV Aberta – oh ! Ley de Médios ! -, onde se explora a céu aberto a Bonificação por Volume que o SupremoTribunal Federal considerou crime !
E no setor de telefonia, o mais caro do mundo ?
Quem são os agentes estatais que permitem a cobrança de BV pela Globo ?
Quem foram os agentes estatais que permitiram a cartelização do setor de telefonia ?
(Na gestão do Príncipe da Privataria eles eram heróis “brilhantes” da Pátria !)
A cartelização da Economia privada é um crime, como é um crime a proliferação de agentes – como diz o Delfim – cúmplices nas empresas estatais e nos partidos políticos.
Agora, de volta à Carta Capital, a notável artigo de Wanderley Guilherme dos Santos: “… urge uma revisão estrutural no modo de operação do Estado brasileiro, em seus órgãos de controle, não só a posteriori, mas de acompanhamento”.
Bingo, Wanderley !
O mesmo sistema institucional de acompanhamento da roubalheira na empresa privada brasileira precisa ser montado !
Não há corrupto sem corruptor.
Se roubaram o orgulho do povo brasileiro, como disse o Dr Janot, há de ter sido, também pela revelação de como a Economia privada brasileira, cartelizada, opera !
O Dr Janot, Republicano, saberá tratar disso, com imparcialidade !
Assim como responsabilizará os políticos – de qualquer partido ! – cúmplices !
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