NEM GRAÇA, NEM WAGNER: PETROBRAS TERÁ TÉCNICO
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1753 visitas - Fonte: Brasil 247
Em nova coluna, a jornalista Tereza Cruvinel informa que já há consenso, no Palácio do Planalto, sobre a necessidade de substituir Graça Foster no comando da Petrobras; indicação de Jaques Wagner para o cargo, que foi cogitada por lideranças do PT no início da crise, também ficou definitivamente descartada, em razão da dimensão da crise que atinge a companhia; "Dilma é uma pessoa de fortes lealdades. Nas duas vezes em que Graça pediu para sair, ela recusou e ponderou que seria uma injustiça substituí-la no meio da crise", diz Tereza, que aponta o caminho para a saída; "Mas pode também Graça, apesar da amizade com a presidente, jogar a toalha e apresentar uma carta de demissão em caráter irrevogável, alegando a necessidade de defender a própria honra ou coisa do gênero"
Não é mais possível segurar Graça Foster na presidência da Petrobras, diante das denúncias de corrupção na estatal e de que a executiva tinha conhecimento dos fatos. Quem afirma é a jornalista Tereza Cruvinel, em nova coluna no 247. Segundo ela, um importante líder governista diz ainda que nem é mais possível agora colocar um nome político como o do governador da Bahia, Jaques Wagner.
"Dilma é uma pessoa de fortes lealdades. Nas duas vezes em que Graça pediu para sair, ela recusou e ponderou que seria uma injustiça substituí-la no meio da crise, e seria também uma capitulação à pressão dos adversários que buscam associar a presidente que ela nomeou aos desvios que já haviam acontecido e Graça, desde a posse, tratou de corrigir e combater", escreve Tereza Cruvinel, que aponta o caminho para a saída. "Mas pode também Graça, apesar da amizade com a presidente, jogar a toalha e apresentar uma carta de demissão em caráter irrevogável, alegando a necessidade de defender a própria honra ou coisa do gênero".
Ela aponta que Graça Foster está "isolada no comando" da estatal e "comete também erros técnicos de comunicação", enquanto vê "acontecer vazamentos de origem interna e denúncias distorcidas como a da ex-gerente Venina"."No capítulo dos erros políticos, Graças deixou de construir alianças e ainda cortou os poucos laços que tinha com os aliados no Congresso", analisa a jornalista. Muitos já acreditam que a presidente Dilma "está perdendo o timing da troca", acrescenta.
Caso fosse nomeado para o cargo, Wagner "seria chamado de raposa no galinheiro, depois das revelações sobre propinas a agentes políticos", conclui Tereza. Dilma "terá que colocar um técnico, como o presidente da Vale, Murilo Ferreira, que vem sendo falado. E quando fizer a troca, ela soará como derrota e não como iniciativa".
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