NOVO TIME DE DILMA TEM DENSIDADE PARA A GUERRA
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2114 visitas - Fonte: Brasil 247
247 - Em sua análise sobre a nova etapa da reforma ministerial, a jornalista Tereza Cruvinel, colunista do 247 em Brasília, destaca a densidade política do novo time.
"Os novos ministros anunciados nesta terça-feira, 23, ampliam a densidade política do segundo governo Dilma, qualificando-o melhor, comparativamente com o primeiro, para produzir resultados e para enfrentar a disputa política que será travada desde o início. Dilma optou por nomes de projeção nacional, que incluem três ex-governadores (Jacques Wagner, Cid Gomes e Eduardo Braga), um ex-prefeito de capital (Gilberto Kassab) e parlamentares mais expressivos, como Eliseu Padilha e Edinho Araújo", diz ela. "Este perfil mais político e de maior ressonância será reforçado com a confirmação de Ricardo Berzoini para Comunicações, pode contar ainda com a indicação de Patrus Ananias para Reforma Agrária e com o retorno de Celso Amorim ao comando do Itamaraty."
"A qualidade de um gabinete ministerial é dada pela excelência de seus integrantes – técnica, ética e política – e também pela eficiência do conjunto na garantia da estabilidade política e da governabilidade. Vale dizer: para ser bom, não basta que conte com grandes nomes. É preciso também que ele garanta, nos governos de coalizão, a coesão e o equilíbrio dentro da base parlamentar. Na escolha da equipe econômica, Dilma levou em conta os imperativos da conjuntura e as demandas do mercado e dos agentes econômicos. Na escolha deste primeiro bloco de 13 ministros, mirou a dimensão do governo e suas necessidades políticas."
PT disciplinado
Tereza destaca também a disciplina do PT, que perde espaço da reforma ministerial. "As adversidades ensinam. Em recente entrevista que me concedeu, o presidente do PT, Rui Falcão disse que não agiria como linha auxiliar da oposição no segundo governo Dilma, criando dificuldades por questões menores. O partido nunca se dava por completamente satisfeito nas formações ministeriais, embora fosse hegemônico. Agora, não viu ainda ninguém reclamar, nem mesmo da perda de uma pasta importante como o MEC", diz ela.
"O PT manterá Aloisio Mercadante no Gabinete Civil e também a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e a Secretária-geral da Presidência, pastas palacianas. Ao longo da terça-feira, o nome do deputado Pepe Vargas foi insistentemente falado para a SRI mas acabou não sendo confirmado. O adiamento tem razões na política interna do PT. Pepe é da tendência Democracia Socialista, a DS, à qual também pertence Miguel Rosseto, que Dilma já tinha praticamente escolhido para a Secretária-geral. O chamado Campo Majoritário reagiu. Um dos dois deve ser sacrificado, possivelmente Pepe, mas o PT ficará com as pastas, e ainda pode ganhar a do Trabalho, para a qual seria indicado o sindicalista da CUT José Lopes Feijó, ligado a Lula".
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