KELMAN PREVÊ 2015 SECO E CULPA A MIRA DE SÃO PEDRO
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2288 visitas - Fonte: Brasil 247
Novo presidente da Sabesp prevê ainda mais sofrimento para os paulistanos em 2015, com manobras de redução da pressão nas redes, o que resulta em torneiras vazias nas regiões mais altas; engenheiro civil e especialista em hidrologia, ex-presidente da ANA diz que problema está na pontaria de São Pedro, que tem mandado chuvas para os lugares errados; nível do Sistema Cantareira voltou a cair apesar dos recentes alagamentos na capital paulista
A falta d´água em São Paulo em 2014 devido aos baixos níveis das represas do Complexo Cantareira foi só o preâmbulo do que está por vir, segundo análise do novo presidente da Sabesp, Jerson Kelman. Ele traçou um cenário pessimista para a crise da água neste ano, prevendo ainda maia aperto e sofrimento da população. Para Kelman, o problema é que São Pedro errou a mira nas chuvas das últimas semanas.
Pessimista, Kelman diz que seria uma "irresponsabilidade”, no atual quadro, olhar para frente com otimismo. Ao reafirmar que não tem boas notícias, disse que precisará intensificar as manobras de redução de pressão da rede, cujo efeito prático é a falta de água em lugares mais altos e distantes. "Inescapavelmente, teremos algum tipo de sofrimento pela população", disse ele.
Engenheiro civil com doutorado em hidrologia pela Universidade do Estado do Colorado (EUA), Kelman disse na sexta-feira em sua posse que esperava-se a melhora das chuvas no final de 2014. Mas os índices de chuva nos mananciais não foram satisfatórios. "Os últimos meses são piores do que os do ano passado. O ano passado foi uma coisa horrível. Agora é pior. Não nos anima", afirmou.
Ele disse que as recentes chuvas que têm provocado alagamentos e transtornos na capital paulista não atingem em cheio os reservatórios. "Lamentavelmente, São Pedro tem errado a pontaria. Tem chovido, mas não nos lugares que tem que chover. Temos que torcer que São Pedro melhore a pontaria", disse.
O nível do Sistema Cantareira a cair, passando de 6,8% para 6,7% de sua capacidade, já contabilizando duas etapas do volume morto, que é a porção de água que fica abaixo dos canos de captação.
Jerson Kelman foi diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e diretor-presidente da ANA (Agência Nacional de Águas). Ele assumiu o posto depois do desgaste de Dilma Pena à frente da Sabesp.
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