GOVERNADOR DO AM OFERECE AJUDA A SUDESTE E NORDESTE
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Governador do Amazonas, José Melo (PROS) defendeu o transporte de água da foz do rio Amazonas para ajudar as regiões Nordeste, Sul e Sudeste do País a enfrentarem a crise no abastecimento de água; Melo disse ainda que a água pode ser transformada em commoditie para geração de recursos ao estado; "E não venham me dizer que não é possível porque você sabe que o petróleo e o gás produzidos na Rússia são transportados por polidutos de quilômetros e quilômetros. Por que não fazer simples tubos, com bombas de recalque para levar água para essas regiões?", questionou
O governador do Amazonas, José Melo (PROS), defendeu, nesta terça-feira (3), o transporte de água da foz do rio Amazonas para ajudar as regiões Nordeste, Sul e Sudeste do País a enfrentarem a crise no abastecimento de água devido à falta de chuvas. Melo disse ainda que a água pode ser transformada em commoditie para geração de recursos ao estado. Em discurso na Assembleia Legislativa, o chefe do Executivo amazonense sugeriu que a medida seja colocada em prática "para fazer grandes reservatórios no Nordeste para abastecer o rio São Francisco e fazer com que ele volte a ser o que era".
"E não venham me dizer que não é possível porque você sabe que o petróleo e o gás produzidos na Rússia são transportados por polidutos de quilômetros e quilômetros. Por que não fazer simples tubos, com bombas de recalque para levar água para essas regiões?", questionou.
O Nordeste já sente os efeitos da estiagem desde 2011, e passa pela maior seca dos últimos 60 anos. A crise hídrica se espalhou e chegou ao Sudeste, que passa pela sua pior seca dos últimos 84 anos, de acordo com o governo federal. As dificuldades de abastecimento de água na região é tão grave, que, em São Paulo, por exemplo, a Câmara de Vereadores discute a votação de um projeto que multa quem desperdiçar água na capital paulista.
A ideia é que sejam cobrados 40% de multa para quem consumir até 20% a mais do que a média entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. No início do ano passado, o nível do Sistema Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas da Região Metropolitana de São Paulo, era superior a 20%. De segunda (2) para terça-feira (3), o nível subiu após 38 dias, ao passar de 5,0% para 5,1%, e, nesta quarta-feira (4), atingiu 5,2%, conforme a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo(Sabesp). A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) prevê que a falta de chuvas pode afetar cerca de 60 mil indústrias na região metropolitana.
No Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) nega que o estado esteja em risco de racionamento de água. No entanto, governo já utiliza o volume morto do reservatório Paraibuna pela primeira vez desde quando foi criado, na década de 70. O reservatório é o maior da bacia do Paraíba do Sul. Em nota divulgada no último dia 23, o chefe do Exevutivo fluminense já pediu a colaboração da população para que economize a água que chega às torneiras e frisou que essa é a maior seca da região nos últimos 84 anos.
Depois de Rio e São Paulo, a crise hídrica chegou em Minas, o que levou à Companhia de Saneamento (Copasa) a lançar uma campanha contra o desperdício de água. O governo pede uma redução de 30% no consumo de residências e empresas. No último dia 28, após reunião com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, o governador Fernando Pimentel (PT) fez um alerta:
"Se não chover, se o consumo não cair e a vazão não aumentar - se não conseguirmos mais captação, em três meses vamos ter que racionar severamente". Segundo Pimentel, se o corte no consumo não surtir efeito, o rodízio é a solução. "E se ainda assim não for suficiente, vamos para o racionamento", acrescentou.
Pelo menos um quinto da população brasileira sofre com os efeitos da estiagem no início de 2015. Levantamento feito pelo jornal O Globo, divulgado no último dia 25, com base em informações de comitês de bacias hidrográficas e governos estaduais, apontou que ao menos 45,8 milhões de pessoas vivem em regiões onde os níveis dos reservatórios estão abaixo do normal e a quantidade de chuvas é menor que a média histórica.
Segundo o Ministério da Integração Nacional, ao longo de 2014, a seca levou 1.265 municípios de 13 estados do Nordeste e do Sudeste a decretarem situação de emergência. Atualmente, cerca de 936 municípios estão nessa situação.
O governador do Amazonas afirmou que é um dos que entende que a solução para a falta de água no Brasil passa pelo Estado. "Acho que, de médio prazo, se o Brasil tomar essa decisão (transporte de água do Amazonas para demais regiões), nos próximos dez anos, isso estaria feito. Não tem dificuldade de engenharia. As tecnologias estão todas dominadas e eu defendo isso. Mas eu, só sou eu", disse.
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