DF PEDE COMPREENSÃO DOS PROFESSORES PELO FIM DA GREVE
"A questão é muito simples, assumimos essa dívida, não declaramos extinta, mas não fomos nós. Os sindicatos parecem que não reconhecem isso. Estamos tentando corrigir, pagar o mais rapidamente possível", disse o secretário da Casa Civil do Distrito Federal, Hélio Doyle, sobre a paralisação que afeta 470 mil alunos; segundo ele, não há possibilidade de pagar os benefícios atrasados que não os já apresentados aos professores, entre eles o parcelamento até junho
Compartilhe
905 visitas - Fonte: Brasil 247
O secretário da Casa Civil do Distrito Federal, Hélio Doyle, disse nesta segunda-feira (23) em coletiva e imprensa que a possibilidade de pedir a ilegalidade da paralisação dos professores na Justiça "não está descartada". Na sexta-feira haverá uma reunião onde o GDF vai apresentar detalhamente a situação financeira. Segundo o secretário, não há possibilidade de pagar os benefícios atrasados que não as já apresentadas aos professores, entre elas o parcelamento até junho. O governo espera a compreensão dos docentes e que eles voltem ao trabalho antes mesmo da reunião.
De acordo com o GDF, a rede pública tem 27 mil professores e a paralisação afeta 470 mil alunos. Caso os professores se mostrem irredutíveis o governo cogita levar o caso à Justiça. "A greve é em si ilegal, vamos estudar isso melhor", disse o secretário. "A questão é muito simples, assumimos essa dívida, não declaramos extinta, mas não fomos nós. Os sindicatos parecem que não reconhecem isso. Estamos tentando corrigir, pagar o mais rapidamente possível", acrescentou.
Os professores da rede pública decidiram nesta segunda-feira pela paralisação até sexta-feira. Eles estão com benefícios como abono de férias e décimo terceiro salário atrasados. Os valores são referentes ao final do ano passado e somam quase R$ 200 milhões, de acordo com o GDF. Do total, R$ 35 milhões já foram pagos e outros R$ 35 milhões serão pagos ainda este mês.
Diante de uma dívida, segundo o atual governo, acumulada da gestão de Agnelo Queiroz, de cerca de R$ 3 bilhões, o governo de Rodrigo Rollemberg ofereceu aos trabalhadores o parcelamento do valor atrasado até junho. Outra possibilidade é a Antecipação da Receita Orçamentária (ARO) já aprovada pela Câmara Legislativa. Por meio da antecipação, o governo contrai uma dívida a juros, segundo o secretário de cerca de 15%.
Dos bancos consultados, dentre eles, o Banco do Brasil, apenas o Credit Suisse se manifestou e negativamente. Caso algum banco aceite a antecipação, a ARO ainda tem que passar pelo Tesouro Nacional e Banco Central. O trâmite todo deve durar até a primeira semana de abril.
"Acho que agora dificultou porque nós esperávamos que houvesse a compreensão dos professores da situação e que eles cumprissem o trabalho de dar aula", disse Doyle. "Essa greve não interessa a ninguém. Não interessa e eles [que não terão os benefícios pagos antecipadamente], não interessa aos estudantes, aos pais de alunos ou à sociedade. Quem perde com adiamento das aulas é o conjunto da sociedade brasiliense".
Além do setor da educação, a saúde enfrenta a mesma situação. Juntos, acumulam um atrasado de quase R$ 400 milhões. Doyle diz que ambas as áreas receberão o mesmo tratamento. "Não é o fato de estar em greve que vai fazer com que apareça dinheiro". Os médicos também entraram em greve em janeiro. O caso foi levado à Justiça, que determinou que os profissionais voltassem ao trabalho.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
