PIS E COFINS ELEVARÃO ARRECADAÇÃO EM R$ 2,7 BI
O governo federal pretende arrecadar R$ 2,7 bilhões a mais neste ano com o aumento do PIS e da Cofins sobre as receitas financeiras de empresas em 2015; de acordo com a Receita, a medida afetará 80 mil empresas em todo o país; o aumento da arrecadação, contudo, começará a entrar no caixa do governo apenas em agosto, por causa do período de noventena (prazo de três meses) exigido para elevação de tributo de contribuições; a medida vale para fatos geradores a partir de 1º de julho
Compartilhe
664 visitas - Fonte: Brasil 247
O governo federal pretende arrecadar R$ 2,7 bilhões a mais neste ano com o aumento do PIS e da Cofins sobre as receitas financeiras de empresas em 2015. De acordo com a Receita, a medida afetará 80 mil empresas em todo o país.
O aumento da arrecadação, contudo, começará a entrar no caixa do governo apenas em agosto, por causa do período de noventena (prazo de três meses) exigido para elevação de tributo de contribuições. A medida vale para fatos geradores a partir de 1º de julho, conforme matéria do jornal O Estado de São Paulo.
A vantagem da nova medida de ajuste fiscal para o governo é que não precisará passar pelo Congresso, pois o Executivo tem autorização por lei, segundo a Receita Federal, para restabelecer as alíquotas mais altas por meio de decreto.
O aumento da tributação vale para as empresas que pagam os dois tributos pelo regime de cobrança não cumulativo e ocorre dois dias depois de a equipe econômica anunciar um déficit nas contas do setor público, o primeiro da gestão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na terça-feira, ele não descartou o aumento das alíquotas.
O decreto publicado ontem (2) restabelece a incidência de PIS/Cofins sobre as receitas financeiras auferidas pelas empresas sujeitas ao regime
de não cumulatividade.
Segundo a Receita, a Lei nº 10.865, de abril de 2004, que instituiu incidência do PIS/Cofins na importação, autorizou o Poder Executivo a reduzir e restabelecer as alíquotas das mencionadas contribuições incidentes sobre as receitas financeiras auferidas pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime de não cumulatividade.
Com essa autorização, em julho de 2004, a Receita reduziu a zero as alíquotas do PIS e da Cofins incidentes sobre as receitas financeiras,
exceto as oriundas de juros sobre capital próprio e as decorrentes de operações de hedge.
Em maio de 2005, outro decreto revogou o anterior e deu nova redação para estabelecer que a redução a zero das alíquotas destas contribuições aplicava-se sobre receitas financeiras auferidas por pessoas jurídicas que tinham pelo menos parte de suas receitas sujeitas ao regime de apuração não cumulativa das referidas contribuições e estabeleceu que a redução também se aplicava às operações realizadas para fins de hedge, mantendo a tributação sobre os juros sobre o capital próprio (9,25%).
A Receita afirma que o restabelecimento de alíquotas é apenas parcial, já que o teto legal permite que a elevação alcance o patamar de 9,25%, sendo 1,65% em relação ao PIS/Pasep e de 7,6% em relação à Cofins.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
