SENADORA TUCANA VAI PARA O PSB COM AVAL DE FHC
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Ingresso de Lúcia Vânia (GO), que anunciou que deixaria o PSDB após uma briga com Aécio Neves durante a eleição da Mesa Diretora do Senado, fortaleceria a aproximação entre tucanos e socialistas; articulação passa pelo ex-presidente da República e pelo governador Geraldo Alckmin, que já tem o PSB na sua vice em São Paulo e trabalha para ter o apoio formal da sigla na disputa do Planalto em 2018; em Goiás, a entrada da senadora nas hostes socialistas mexe no xadrez político local ao fortalecer uma aproximação entre os até então adversários Marconi Perillo e Vanderlan Cardoso (PSB), empresário que ambiciona o apoio do tucano na disputa pela Prefeitura de Goiânia em 2016; Vanderlan, no entanto, deixou a senadora à vontade para disputar o cargo que quiser no PSB; FHC virou articulador político dos tucanos; depois de amarrar a ida da senadora para o PSB, foi ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB)
A senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) está com as malas prontas para desembarcar no PSB, conforme adiantou com exclusividade o Goiás247. Com mandato até o final de 2018, ela não teme represálias por conta da fidelidade partidária, embora tenha encaminhado consultas sobre o tema ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A tucano-socialista teria, segundo a Coluna Giro, do jornal O Popular, de Goiânia, o aval do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Faltaria apenas a chancela do senador Aécio Neves (PSDB-MG), com quem Lúcia Vânia discutiu e a quem a parlamentar acusou de grosseria durante a eleição da Mesa Diretora do Senado. O episódio, agora sob panos quentes, teria motivado a saída.
Aécio, no entanto, pode ter de engolir solenemente a saída de Lúcia Vânia. A entrada da senadora na sigla socialista atenderia ao objetivo do PSDB de uma aproximação mais efetiva com o PSB visando as eleições de 2018, situação que beneficia o governador de São Paulo e pré-candidato natural ao Planalto, Geraldo Alckmin, cujo vice, Márcio França, e do PSB.
No plano regional, o ingresso dela no PSB selaria a aproximação entre o empresário Vanderlan Cardoso, presidente do partido em Goiás, e o governador Marconi. Os dois se enfrentaram na disputa pelo governo de Goiás em 2010 e 2014, com a vitória do tucano nas duas ocasiões.
Cardoso ambiciona o apoio de Marconi em uma eventual candidatura à Prefeitura de Goiânia em 2016. O objetivo comum a ambos é derrotar o ex-prefeito Iris Rezende (PMDB), que sempre tem bom desempenho na capital. O empresário teria, porém, que afastar resistências da base marconista, que possui pelo menos cinco partidos na briga para encabeçar a chapa na disputa municipal, entre eles o principal, o próprio PSDB, onde há pelo menos quatro pré-candidatos.
Lúcia Vânia, todavia, pode ser o nome na disputa de 2016, embora a chance seja diminuta. Cardoso deixou a senadora à vontade para disputar o cargo que quiser no PSB. Pode ser a prefeitura em 2016 ou o governo em 2018. Só não pode querer a ambos. Para o Senado, sua candidatura à reeleição seria mais do que natural.
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