FAVELAS DO RIO SE UNEM A MOVIMENTO CONTRA REDUÇÃO
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864 visitas - Fonte: Brasil 247
O movimento Amanhecer Contra a Redução, organizado por estudantes universitário e secundaristas do Rio de Janeiro, conseguiu mobilizar grupos de pessoas em 22 estados do Brasil, além do Distrito Federal, para decorar praças com mensagens contra a redução da maioridade penal. Só no Rio, 140 praças foram ocupadas, muitas delas em favelas como Cerro Corá, Cidade de Deus, Lins de Vasconcelos, Santa Marta, Maré, Rocinha, Chapéu Mangueira, Cantagalo e Vidigal. Segundo a conselheira tutelar Bernadete Pereira, moradora do Vidigal: "o primeiro violador dos direitos da criança e do adolescente é o próprio Estado"
O movimento Amanhecer Contra a Redução, organizado por estudantes universitário e secundaristas do Rio de Janeiro, conseguiu mobilizar grupos de pessoas e distribuir materiais para decorar praças, na madrugada de ontem, com mensagens contra a redução da maioridade penal em 22 estados do Brasil, além do Distrito Federal. Só no Rio de Janeiro mais de 140 praças foram ocupadas por cartazes, pipas e mensagens para mobilizar a população contra a PEC 171, que está para ser votada na Câmara dos Deputados Federais, com o objetivo de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil.
A estudante Clarisse Araújo Imbuzeiro, 22, estudante de serviço social na UERJ, que participou da mobilização no Rio de Janeiro, explicou como surgiu o movimento: "Foi chamada uma reunião na Glória com estudantes universitários, integrantes de vários movimentos sociais e estudantes secundaristas que queriam lutar contra a redução da maioridade penal. Nos baseamos na campanha uruguaia No a la Baja, que conseguiu convencer a população do Uruguai a votar contra a redução da maioridade penal num plebiscito em 2014. Antes da campanha que durou um ano começar, a maioria da população era a favor", informou Clarisse. "Nos reunimos primeiro no Rio, mas já com a proposta de fazer uma mobilização nacional. Não sabíamos como seria, não dependia só da gente, dependia das pessoas dos outros estados. E foi uma grata surpresa, a campanha se espalhou por vários lugares do Brasil", completou.
Dentre as 140 praças ocupadas, muitas estão em favelas, dentre elas estão Cerro Corá, Cidade de Deus, Lins de Vasconcelos, Santa Marta, Maré, Rocinha, Chapéu Mangueira, Cantagalo e Vidigal. Desta última participou a moradora Bernadete S. Pereira, 55, conselheira tutelar que atua na Rocinha, Chácara do Céu, Vila das Canoas e Vidigal. Sobre o porquê de participar da mobilização contra a redução da maioridade penal ela foi enfática: "Porque eu estou na ponta. Nós vemos todos os dias a negligência do Estado. O primeiro violador dos direitos da criança e do adolescente é o próprio Estado, quando ele não viabiliza creches, escolas e lazer – que são direitos da criança –, principalmente dentro das comunidades. Qual é o lazer que uma criança tem aqui dentro do Vidigal?", questiona.
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